Previsto para ser inaugurado no primeiro trimestre deste ano, o Consulado Geral dos Estados Unidos em Belo Horizonte teve a abertura adiada para meados de 2017. De acordo com um porta-voz da Embaixada norte-americana, o tamanho da estrutura do prédio e a queda na demanda de solicitações de visto em Minas foram os principais impeditivos para a entrega da obra na data prevista.

Enquanto isso, pedidos de emissão de passaporte registrados pela Polícia Federal aumentaram no Estado. Foram 57.715 de janeiro a março deste ano, 5.898 a mais que no mesmo período de 2015.

Anunciado em 2014, ocasião em que a embaixadora Liliana Ayalde veio a BH para assinar o contrato de locação do edifício no bairro Santa Lúcia, na região Centro-Sul, o Consulado espera emitir 8 mil vistos mensalmente. O espaço foi reservado para o governo dos Estados Unidos por dez anos, prorrogáveis por mais 20.

De acordo com o porta-voz, o Consulado-Geral de Porto Alegre, prometido em 2015, está com seus preparativos bem mais avançados, inclusive na contratação de pessoal. A justificativa é a de que se trata de um prédio menor, que demanda menos trabalho para implantação do sistema de segurança antiterrorismo protocolar em qualquer representação diplomática dos Estados Unidos.
Com o atraso, mineiros que pretendem tirar o visto norte-americano vão continuar precisando se deslocar para o Rio de Janeiro para fazer a entrevista. A coleta de impressões digitais, porém, é feita em Belo Horizonte desde 2012, quando foi inaugurado o Centro de Atendimento ao Solicitante de Visto (CASV) no bairro Santa Efigênia.

Estão isentos da entrevista apenas brasileiros menores de 15 e maiores de 65 anos.

Demanda

A queda na procura por viagens internacionais é observada em todo o país. De acordo com a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), a demanda por passagens recuou 0,68% em março, depois de dois anos ininterruptos de crescimento.

As companhias aéreas seguiram o movimento de queda. Inaugurada em novembro do ano passado com três vôos semanais, a rota BH/Orlando (EUA) operada pela Azul foi suspensa no início de março. A decisão foi motivada pela alta do dólar, que afetou as receitas e aumentou gastos cotados na moeda, como com combustível.