Após diversos adiamentos, começa nesta quinta-feira (17) o trabalho de recuperação da qualidade da água da Lagoa da Pampulha. O objetivo é que, em dez meses, o espelho d’água poderá ser usado para a pratica de pesca amadora e iatismo.

O anúncio foi feito na manhã desta quinta-feira pelo prefeito Marcio Lacerda e pelo secretário de Obras e Infraestrutura, Josué Valadão. As ações que serão executadas pelo consórcio Pampulha Viva – composto pelas empresas CNT Ambiental, Millennium Tecnologia Ambiental e Hydroscience – vão livrar a lagoa de florações de algas, mais odores e da mortandade de peixes.

A primeira etapa dos trabalhos é formada por cometas e análises de água e de sedimentos em diversos níveis de profundidade. Para garantir a inativação do fósforo, principal nutriente limitante da lagoa, será utilizado um produto denominado Phoslock, que vai possibilitar a redução do índice de cianobacterias, algas e alguns metais pesados presentes na água. Ao todo, serão investidos pela prefeitura cerca de R$ 30 milhões.

Adiamento

O início dos trabalhos foi adiado, entre outras coisas, por causa da coleta de esgoto sanitário na bacia hidrográfica da Pampulha. De acordo com dados apresentados pela PBH, o índice atual de cobertura pela Copasa é de 87%. O valor deve chegar a 95% até o fim do ano.

Para garantir que todos aqueles que têm condições financeiras instalem sistemas de esgotamento sanitário, evitando que os sedimentos seja despejados na Lagoa, a prefeitura vai fiscalizar as residências através da Vigilância Sanitária. Quem não se adequar, poderá ser punido com autuações e multas.

Na primeira etapa do programa Pampulha Viva, foram retirados 850 mil metros cúbicos de sedimentos da lagoa. O trabalho, realizado ao longo de um ano, foi concluído em outubro de 2014 e o investimento foi de R$ 108,5 milhões. Ainda assim, são retirados diariamente cerca de 7,5 toneladas de resíduos sólidos do espelho d’agua.