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Após uma semana fechado para realização de adaptações internas para prevenção da febre amarela, o Zoológico de Belo Horizonte (que inclui também o Jardim Botânico e o Aquário do Rio São Francisco) reabre as portas aos visitantes no dia 2 de fevereiro, sexta-feira, com uma novidade: a exigência de apresentação de documento de identidade e cartão de vacinação, comprovando vacina contra a febre amarela, tomada há pelo menos 10 dias.

A Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica (FPMZB) de Belo Horizonte, gestora da área, ressalta que a nova regra vale para todas as pessoas, sem exceção, e que a medida estará vigente por tempo indeterminado, seguindo as recomendações da Secretaria Municipal de Saúde (SMSA). As pessoas que não puderam ser vacinadas não poderão entrar no local.

“Embora não tenhamos registros de casos de febre amarela ou morte de primatas nas proximidades do zoo, adotar essa exigência do cartão de vacinação para visitação do Zoológico, do Jardim Botânico e do Aquário do Rio São Francisco é importantíssimo, pois são locais que concentram muitas pessoas aos finais de semana e estão em meio à mata. Assim, contribuímos para sensibilizar a população e aumentar as taxas de vacinação, além de garantirmos a segurança dos que visitam ou trabalham nesses locais. Também estaremos contribuindo para conter o avanço da doença para o meio urbano e para a preservação dos animais do Zoológico”, afirma Sérgio Augusto Domingues, presidente da FPMZB.

A cobrança da comprovação da vacina contra a febre amarela é uma medida que integra uma série de ações conjuntas entre a FPMZB e SMSA.

Ações preventivas

Durante a semana de fechamento do Zoológico, funcionários do local passaram por treinamentos específicos para lidar com a nova exigência voltada ao público visitante. Uma funcionária da Secretaria Municipal de Saúde esteve no local ministrando palestras educativas para toda a equipe da FPMZB, inclusive funcionários lotados em parques distribuídos por todas as regionais. Na oportunidade, foram esclarecidas dúvidas com relação à eficácia da vacina e da dose única, as formas de prevenção, transmissão e os sintomas da doença, além das providências a serem adotadas diante da identificação de primata morto em algum local da cidade.

Em um segundo momento, porteiros e vigias tiveram orientações específicas sobre a identificação dos cartões de vacinação do público e o prazo mínimo para eficácia da vacina, além de recomendações de procedimentos de portaria a serem adotados durante todo o período em que a medida estiver vigente.

Paralelamente, os pequenos primatas do plantel do zoológico, que integram as espécies mais vulneráveis à contaminação pela febre amarela, também foram alvo de ações preventivas. Para ficarem isolados do contato com os possíveis vetores da doença – os mosquitos – eles foram transferidos para recintos adaptados, fechados com telas finas que não permitem a passagem dos insetos. Esses recintos ficam localizados fora da área visitação, ao lado do hospital veterinário. Por isso, o acesso é restrito aos tratadores, cuidadores e funcionários do zoológico. “Infelizmente quem vier ao zoológico a partir do dia 2 de fevereiro não poderá ver os pequenos primatas, mas é importante entender que essa é uma medida preventiva, temporária, para segurança exclusiva desses animais num momento de alerta contra a doença”, comenta Sérgio Augusto.

Portanto, a partir do dia 2 de fevereiro, estarão fora da área de visitação as seguintes espécies de primatas: bugio, parauacu, sagui-imperador, macaco-da-noite, mico-leão-de-cara-dourada, mico-leão-dourado, macaco-prego e guigó.

Educação Ambiental

Em meio aos esforços de combate à febre amarela, é sempre importante destacar: os macacos não transmitem a doença aos humanos. No trabalho de prevenção eles são aliados, pois, quando contaminados, indicam que o local onde vivem pode ter um foco dos mosquitos transmissores infectados com o vírus. Assim, os macacos contribuem para os trabalhos de zoonoses na eliminação dos focos da doença e na elaboração das estratégias de prevenção, como isolamento de áreas.

Vacinação é importante ação preventiva

Em Belo Horizonte a vacina é aplicada em pessoas acima dos nove meses de idade e que ainda não tenham recebido nenhuma dose. Na situação atual, com circulação comprovada do vírus da febre amarela na Região Metropolitana e casos confirmados da doença em residentes no município, com transmissão ocorrida fora da capital, a vacinação também está sendo aplicada em pessoas acima de 60 anos, gestantes e lactantes.

No caso de idosos, se necessária, a avaliação para receber a vacina pode ser feita por qualquer profissional de saúde, inclusive os que atuam nas unidades básicas de saúde. Esta orientação segue determinação do Ministério da Saúde.

Casos em que a vacina é contraindicada e não é aplicada

 – Crianças menores de nove meses de vida

– Pessoas com alergia grave ao ovo ou outro componente da vacina

– Portadores de imunosupressão grave

– Pessoas em uso de corticóide em doses elevadas

– Portadores de doenças: lúpus, artrite reumatoide, doenças de Addison e do Timo (miastenia gravis, timona).

Zoológico no Carnaval

Quem for curtir a folia de carnaval em Belo Horizonte, pode contar com o Zoológico, Jardim Botânico e Aquário do Rio São Francisco como opções de lazer. Os locais permanecerão abertos em horário normal, com exceção da segunda-feira, dia 12, quando será fechado para manutenção semanal, como já ocorre ao longo do ano.

Confira abaixo o horário de funcionamento dos espaços:

  • Jardim Zoológico, Jardim Botânico e Aquário da Bacia do Rio São Francisco: abertos de terça a domingo e feriados, das 8h às 17h (Entrada permitida até às 16h). Informações ao público: 3277-8489.

Valores de entrada nos Jardins Zoológico e Botânico*

3ª a 6ª

sábado

Domingo e feriado

Pedestres

4,00

5,00

8,00

Veículos**

Moto

5,00

10,00

Automóvel

10,00

20,00

* O ingresso dá acesso aos Jardins Zoológico e Botânico. A entrada no Aquário é paga a parte, no valor de R$6,00, de terça a domingo e feriados.

** Cada tripulante do veículo deve, ainda, pagar a entrada individual, conforme valores para pedestres.

Em todos os casos, existe o benefício da gratuidade às crianças até 4 anos e aos beneficiários dos Programas Sociais Federais, devidamente cadastrados e com apresentação de comprovante. Meia-entrada prevista para criança e jovem de 5 a 20 anos, além dos demais casos previstos na legislação.

Fonte: PBH