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Entre os dias 22 e 30 de junho, evento estreia espetáculo SÍSIFOS da Companhia Candongas, homenageia a cantora Marina Machado e promove workshop com grupo Galpão

 

Promover experimentação e fomentar a produção cultural mineira são os desafios do Festival (EM) Processo, a ser realizado, no Teatro de Bolso SESIMINAS, entre os dias 22 e 30 de junho. Nesta segunda edição do evento, o Teatro oferecerá, ao público, programação especial, com a estreia do espetáculo SÍSIFOS, da Companhia Candongas, show em homenagem à trajetória da cantora Marina Machado e workshop com o Grupo Galpão. O workshop tem entrada gratuita; já os ingressos para o show e o espetáculo serão vendidos a preços populares, de R$ 5 (meia) a R$ 10 (inteira).

Segundo Karla Bittar, gerente do Centro Cultural SESIMINAS, “a proposta do Festival (EM) Processo é estimular o fazer artístico e promover o intercâmbio entre pessoas, grupos, coletivos e dramaturgos da cidade, além de divulgar os trabalhos produzidos por artistas locais. Queremos fomentar a manifestação das expressões culturais na cidade”, destaca.

Espetáculo SÍSIFOS, da Companhia Candongas – 22 a 25 de junho

A Companhia Candongas estreia no Festival (EM) Processo 2017, entre os dias 22 e 25 de junho, seu mais novo trabalho, SÍSIFOS. O espetáculo tem dramaturgia elaborada por Guilherme Théo e Gustavo Bartolozzi, a partir de pesquisa realizada sobre o Teatro do Absurdo. A direção é assinada por Cláudia Henrique, também integrante do grupo, e o elenco é formado por Antônio Rodrigues e Gustavo Bartolozzi.

Em cena, dois personagens refletem sobre sua relação com o poder e a felicidade, enquanto trabalham carregando suas pedras diárias. A questão principal da montagem é trazer ao público a possibilidade de refletir sobre sua condição humana e social, sua presença no seu meio, seu papel de cidadão e sua busca pela felicidade. O ponto de partida da dramaturgia é o paralelo entre a relação “vida x trabalho”, que estabelecemos no mundo contemporâneo, e o imaginário em torno de Sísifo, personagem da mitologia grega que, por enganar os deuses, é castigado com o trabalho eterno e repetitivo de carregar um rochedo até o cume de uma montanha.

 Com este novo espetáculo, o grupo amplia seu campo de estudos e conclui uma pesquisa de cinco anos sobre o universo do Teatro do Absurdo, na qual mergulhou no estilo dramatúrgico de seus autores mais expoentes, como Samuel Beckett, Eugene Ionesco, entre outros. No processo de desenvolvimento dramatúrgico, a montagem encontra ponto de interseção nas obras “O Mito de Sísifo”, do filósofo francês Albert Camus, e no “Mito da Caverna”, de Platão, além do livro “1984”, de George Orwell.