O repertório não era uma surpresa. Grande parte dos ávidos fãs do Iron Maiden já sabiam de cor e salteado o que os veteranos do Heavy Metal apresentariam na noite deste sábado (19) na Espalnada do Mineirão. Ainda assim, assistir a um show do Iron Maiden ao vivo é sempre uma experiência, até para o mais incrédulo com o som pesado e repleto de mitologias que permeia os 41 anos de carreira da banda.

Com uma estética toda baseada na cultura Maia, que já foi tema de outras apresentações da “Donzela de Ferro”, os britânicos apostaram em um set list bastante enxuto, com apenas 15 músicas, mas apostando em temas mais longos e complexos pinçados de sua vastíssima discografia, além, é claro, de canções tiradas de seu último trabalho lançado em 2015.

Com duas músicas de seu mais recente álbum, a banda começou levando o público ao delírio com a bela If Eternity Should Fall (veja o setlist completo abaixo). Com os já clássicos gritos de “ole, ole ole oleeeee, Maiden, Maiden”, os veteraníssimos do metal logo arrebataram as 20 mil pessoas que esgotaram os ingressos. Sempre muito bem humorado, Bruce Dickinson, um velho conhecido dos belorizontinos mostrou a já costumeira simpatia e interagiu bastante com o público durante toda a apresentação.

Os fiéis fãs ansiosos para aproveitar a excelente forma do sexteto pôde ver os já sessentões destilando o melhor de suas apreentações para um grande público que pintou de preto a Esplanada do Mineirão. As clássicas cavalgadas e “disparos” de baixo de Steve Harris, a impressionante vivacidade de Nico McBrain, os malabarismos de Janick Gers, a velocidade e precisão de Dave Murray, o carisma de Adrian Smith e claro, as peripécias do sempre inventivo e surpreendente Bruce Dickinson com cuas constantes trocas de figurino.

A plateia, devidamente paramentada em sua grande maioria com camisas da banda, apesar de entoar as novas canções do Iron, foi realmente à loucura com os clássicos The Trooper e Powerslave. Para aqueles que não dispensam hits, o set foi repleto deles, incluindo Fear of the Dark, uma das mais executadas dos britânicos em todos os tempos. A emolgação foi tamanha que literalmente fez tremer a esplanada.

Próximo do fim do show, Iron Maiden, música que acompanha o nome do sexteto, seguida de The Number of the Beast, outra música indispensável em qualquer bom show da banda, além de Blood Brothers, do The Book of Souls, encerrando com chave de ouro com a belíssima Wasted Years, inusitada para encerrar um concerto do grupo, mas sempre arrebatadora.

Confira o setlist da apresentação em BH

If Eternety Should Fall
Speed of Light
Childern of the Damned
Tears of a Clown
The Red and the Black
The Trooper
Powerslave
Death or Glory
The Book of Souls
Hallowed Be Thy Name
Fear of the Dark
Iron Maiden
The Number of he Beast
Blood Brothers
Wasted Years

The Book of Souls Tour

O Iron Maiden é uma das bandas mais produtivas da história do rock. Desde 1980, são 16 álbuns lançados. O último, “The Book of Souls” (2015), um disco duplo, teve grande repercussão na indústria fonográfica. Foi o quinto lançamento do Maiden a chegar ao primeiro lugar das paradas inglesas, após “The Number of the Beast” (1982), “Seventh Son of a Seventh Son” (1988), “Fear of the Dark” (1992) e “The Final Frontier” (2010).

A atual turnê está passando por 35 países. Como todo fã já sabe, a banda é transportada por um Boeing 747-400 personalizado, que foi batizado de “Ed Force One”. A turnê começou na última quinta-feira no Rio de Janeiro e após Belo Horizonte passa ainda por Fortaleza e Brasília antes do adeus ao Brasil em São Paulo.