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A área de Estudos Econômicos da Fecomércio MG traçou os possíveis cenários e expectativas para a economia brasileira neste ano. A previsão é de um ano fraco para exportação de commodities, o que pode impedir um cenário de recuperação sólida para o Brasil. “Recentemente, os baixos resultados da economia japonesa, chinesa e da União Europeia, além de uma crise começando na Rússia, constroem um cenário não muito propício para a economia brasileira, que teve desenvolvimento moderado nos últimos anos e precisa voltar a crescer. Desde a crise norte-americana de 2008, motivada pela quebra do mercado imobiliário e que afetou principalmente países emergentes, uma série de eventos e conseqüências vem se arrastando no cenário internacional e prejudicando a economia brasileira”, explica Caio Gonçalves, economista da Fecomércio MG.

Entre as commodities em baixa, o petróleo é um dos que se destaca. “As leis do mercado são claras: quando a oferta é maior do que a demanda, o preço cai. É o que está acontecendo com o petróleo, o que impactará países mais dependentes do recurso, como Venezuela, Irã e Rússia. No caso desse último, há ainda outros fatores internos, como o envolvimento em conflitos políticos na Ucrânia, que resultou em sanções comerciais do Ocidente”, completa o economista. O Brasil possui, atualmente, um grande número de reservas internacionais, deixando o mercado nacional mais protegido contra essa crise. No entanto, as exportações para a Rússia podem ter quedas significativas.

Juros mais altos para controlar a inflação

Se o cenário internacional demanda cautela, em âmbito nacional a ordem é ajustar. Em 2014 a inflação manteve-se longe da meta de 4,5% inicialmente estabelecida e chegou a ultrapassar o teto estipulado, de 6,5%. O Banco Central do Brasil segurou uma taxa de juros básica da economia brasileira (Selic) em 11% até o fim das eleições. Com isso, a inflação acumulada chegou a alcançar 6,75% em setembro de 2014.Para controlar a inflação e iniciar uma trajetória rumo ao centro da meta, a taxa de juros básica da economia brasileira (Selic) estará mais alta em 2015. Com o fechamento de 11,75% a.a. em 2014, a taxa poderá alcançar o nível de 12,75% até o final de 2015, dependendo, principalmente, das condições econômicas no primeiro semestre do ano. “A área de Estudos Econômicos da Fecomércio MG prevê 6,38% para a inflação de 2014 e 6,25% para 2015. As previsões do mercado em dezembro de 2014 apontam que a meta da taxa Selic em 2015 pode fechar em 12,5% a.a. Concordamos com essa taxa, sendo que pressões inflacionárias, principalmente relacionadas aos reajustes dos preços administrados e oscilações do câmbio, podem fazer a taxa alcançar o nível de 12,75% no final de 2015” conclui Caio Gonçalves.