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*Jornalista
Felipe de Jesus
Com dados da CDL-BH
Edição: Revista Correio Eletrônico “Digital”

Com a entrada de 2017, os comerciantes esperam que a economia de uma retomada aos trilhos e volte a girar como há alguns anos atrás e uma medida anunciada pelo Governo Federal no fim do ano pôde dar um novo fôlego. O presidente Michel Temer anunciou a liberação para saque de contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e a redução das taxas de juros nas transações com cartão de crédito. Com isso, o comércio espera pelo menos já em 2017 ter uma aplicação dos trabalhadores em compras e também na quitação de contas.

De acordo com o  presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH), Bruno Falci, a notícia pode dar uma aquecida, sobretudo em relação as dividas dos consumidores. “Estas ações de estímulos ao consumo podem contribuir, sobretudo, com a retomada do desenvolvimento dos setores de comércio e serviços. Um dos principais fatores que prejudicaram o desempenho do varejo belo-horizontino ao longo deste ano foi o aumento da inadimplência”, comentou

Segundo Falci, o número de devedores na capital cresceu 3,15% frente ao mesmo período de 2016. “E esse crescimento de pessoas fora do mercado de crédito acaba refletindo na redução do volume de vendas no comércio, pois o consumidor fica impossibilitado de realizar compras a prazo. Agora com a possibilidade de o trabalhador utilizar seu FGTS para quitar dívidas e realizar compras esperamos que o setor ganhe novo fôlego”, completa.

 

Taxas de juros no cartão

Para o presidente da CDL/BH as elevadas taxas de juros também atrapalham a busca dos bons resultados nos comércios. “Os juros cobrados nas transações com cartão de crédito são os mais altos do mercado e, por isso assumem o papel de vilão da inadimplência no país”, explica. “Nosso entendimento é que o juro menor é um estímulo ao consumo que favorecerá a retomada da economia”, conclui.