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Aditivo pode ter diferença de valor de 32,94% nas bombas 
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Em janeiro, o preço do álcool etílico nos postos estava R$ 2,90
(Foto: Divulgação)
*Felipe José de Jesus (JCE)

Com o ajuste nos preços dos combustíveis ir aos postos tem se tornado uma luta diária para os brasileiros.  Para encontrar o litro de aditivo por um valor  acessível é preciso rodar bastante, já que para abastecer com etanol (que é mais barato) o preço deve ser 70% menor do que o da gasolina. A Associação Nacional do Petróleo, Gás Natural e Bicombustíveis (ANP) anunciou, no dia 27 de junho, que o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) para o etanol teve um redução da alíquota de 19% para 14%. Com essa queda, o preço será mais competitivo no estado e em alguns postos ele está 2,62% mais baixo em relação ao mesmo período de maio. Tanto que as vendas subiram 170% (cerca de 142,8 milhões de litros).

Em entrevista, o economista e professor de finanças Roberto Gusmão, explica que a queda do ICMS foi de suma importância para o preço final do combustível. No entanto, ele lembra que a ANP esqueceu de frisar para os consumidores que não existe um critério de repasse nos postos. “Outro fator para a baixa nas bombas de gasolina é a cana de açúcar que está em um período de safra na região Sudeste, somado a isso houve a queda na alíquota do aditivo. Esses dois pontos apresentaram um preço mais atraente e ao mesmo tempo competitivo. Não existe uma tabela de preço fixada, tanto que uma pesquisa realizada pelo site Mercado Mineiro aponta que o preço do etanol pode variar de R$ 1,95 a R$ 2,59, uma diferença de 32,94% nas bombas. Uma queda interessante, já que de janeiro a abril o preço chegava a R$2,90. De qualquer forma vale a pena pesquisar”.

Segundo Gusmão, mesmo tendo que pesquisar, o aditivo é a melhor opção para os motoristas.  “O momento é interessante para o consumo do etanol, algo que não acontecia pelo menos desde 2010. Se fizermos a relação do preço etanol/gasolina vemos que no período de 5 anos, o valor do etanol se manteve deprimido pela decisão do governo federal de subsidiar a gasolina através da Petrobras com objetivo de controlar a inflação, só que isso ocasionou prejuízos enormes ao Brasil. Provalvemente o consumo do etanol vai subir bem mais em 2015 e 2016 e a tendência pelo o que percebemos é da produção crescer”, aponta.

Economia

O especialista confirma que mesmo tendo tido uma queda no aditivo, o proprietário de veículos bicombustíveis deve ficar de olho e fazer sempre uma conta simples. “Outro aspecto importante a ser levado em conta é a diferença percentual entre os preços da gasolina e do etanol no mesmo local de abastecimento. Se essa diferença chegar a pelo menos 73%, vale a pena abastecer com etanol. Se a pessoa não souber fazer a conta, existem hoje alguns aplicativos que podem ajudar. Têm motoristas que já conseguem economizar”, comenta.

O consumidor Heberton Lopes diz que antes mesmo da queda no preço do etanol ele já fazia as contas utilizando alguns aplicativos para verificar qual era mais viável. “Uso um aplicativo  há um mês e meio e já senti uma grande diferença. Eu gastava em média R$ 70 por semana com gasolina. Com o álcool estou desembolsando cerca de R$ 50, uma economia de R$ 80  no mês. Meu carro é flex, tenho ele há quase um ano, mas essa é a primeira vez que opto pelo etanol.  Acredito que agora com a queda do ICMS consiga economizar ainda mais”, informa.

Essenciais

Para o economista, além dos aplicativos que podem otimizar os gastos com combustíveis,  outras dicas são fundamentais para quem deseja realmente economizar até mesmo com o uso do etanol que teve queda. “Tem algumas dicas que são fundamentais e não precisa ser mecânico ou expert em automóveis para saber, como não acelerar o carro antes de desligá-lo, quando atingir a velocidade desejada, alivie a pisada. E, claro, otimize sua rota,  pense melhor o trajeto antes mesmo de sair de casa”, conclui.