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Luiz Moan da Anfavea:
“O resultado do 1º semestre foi de queda de 16,8% na produção e de 7,6% nas venda”
Luiz Moan: “A expansão do crédito também poderá ajudar
nas vendas, no entanto, ainda enfrentamos um cenário de forte restrição”
(Foto: Anfavea)

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Luiz Moan: “A expansão do crédito também poderá ajudar
nas vendas, no entanto, ainda enfrentamos um cenário de forte restrição”
(Foto: Anfavea)

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*Jornalista
Felipe José de Jesus

Em julho, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou a manutenção das tarifas do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) para automóveis. O objetivo é fazer com que o segmento se recupere da queda nas vendas que tiveram retração de 7,56%, no 1º semestre deste ano se comparado com o mesmo período de 2013 e, claro, evitar demissões. Entretanto, à medida que talvez traga um alívio nas vendas não ajudará na produção veicular, que de acordo com a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), terá queda de 10%, cerca de 3,34 milhões de unidades a menos.

Em entrevista, o presidente da Anfavea, Luiz Moan, diz que a previsão divulgada em janeiro era de alta de 1,4% na produção e de aumento de 1,1% nas vendas de veículos, na comparação ao mesmo período de 2013, só que não foi o que aconteceu. “O resultado do 1º semestre foi de queda de 16,8% na produção e de 7,6% nas vendas, ficando muito abaixo do esperado pela entidade. Não é um bom número para o ano, mas temos todas as indicações que teremos um 2º semestre melhor, é o que esperamos. Serão 127 dias úteis contra 119 no primeiro semestre. Ou seja, em dias de venda teremos 7% de potencial de melhoria. Apesar de que já aguardamos uma queda de 6,4% nas vendas até o fim do ano”, menciona.

Segundo Moan, por causa deste cenário preocupante, haverá queda nas exportações em comparação ao mesmo período de 2013, e a produção de veículos será a pior em 12 anos. “Com relação às exportações, a previsão é de queda de 29,1%, ante 2013 e recuo de 15,7%, em questão de valores arrecadados. No 1º semestre, as vendas para o exterior tombaram 35,4%. O fato é que teremos a maior queda na produção anual desde 2002, quando o número de veículos fabricados recuou 2,45% na comparação com o ano anterior. O tombo deste ano será de 10% na produção anual e isso pode fazer o país perder para o México o posto do 6º maior fabricante de veículos do mundo e o maior da América Latina”, lamenta.

Crise e crescimento

As montadoras de carro empregam cerca de 150 mil pessoas por ano. No entanto, alguns fabricantes já colocaram parte dos empregados no sistema ‘lay-off’, que é a suspensão temporária do contrato de trabalho.

Sobre as demissões, o presidente da Anfavea declara que as montadoras tem se ajustado. “Os lay-offs significam expectativa de que o mercado volte à normalidade. É um mecanismo de preservação dos postos de trabalho. A maioria das montadoras associadas à Anfavea não prevê, por enquanto, a realização de novos programas de demissão voluntária neste ano. Mesmo assim, elas devem continuar ajustando para baixo os níveis de produção até que os estoques voltem a patamares considerados normais”, salienta.

Mesmo com os dados nada empolgantes, ele conta que de 2002 a 2014, a produção de veículos aumentou no Brasil. “Estamos falando agora de uma produção de 3,4 milhões. Hoje, produzimos praticamente o dobro do que produzíamos em 2002, o que mostra o estágio atual e a importância do setor para a economia nacional. O potencial de crescimento do mercado automotivo garante a manutenção dos investimentos e do otimismo com o país. No Brasil temos um automóvel para cada 4,4 habitantes. Na Argentina, são três por veículo. O que significa que podemos dobrar a frota brasileira”.

Ainda de acordo com Moan, há esperança já que de junho a julho deste ano houve um leve crescimento nas vendas. “O segundo semestre apresentará dados positivos. Historicamente este período oferece desempenho superior. Os dados de julho foram superiores também para produção e exportação ao defrontar julho contra junho. Foram produzidos em julho 252,6 mil autoveículos, o que representa crescimento de 17% em relação as 215,9 mil de junho. As exportações também terminaram o período em alta de 40,2%. Foram 34,2 mil unidades em julho e 24,4 mil no mês anterior”.

Crédito para salvar

Entre os fatores para a retomada de crescimento para o 2º semestre, Moan aposta na confiança do consumidor. “Ainda bem que o IPI teve queda, pois se tivesse ocorrido alta teríamos uma queda de quase 11,5% nas vendas agora. Estamos trabalhando fortemente em uma maior integração na América do Sul, e num segundo momento vamos trabalhar o mercado africano. Outra boa notícia, é que o Mercosul negocia um acordo comercial com a União Europeia”, revela.

Para ele, isso são fatores que garantem 2º semestre será melhor que o primeiro. “A oferta de crédito também poderá ajudar, pois ainda há um cenário de forte restrição que se for minimizado poderá funcionar como catalisador do desempenho. Apoiamos todas as medidas que possam fazer a indústria contribuir ainda mais com o desenvolvimento da economia”, finaliza