O América está de volta a uma decisão de Campeonato Mineiro. Taticamente organizado por Givanildo Oliveira, o Coelho segurou o 0 a 0 com o Cruzeiro, ontem, no Mineirão, e, por causa da vitória no primeiro jogo, por 2 a 0, carimbou a sua passagem para a decisão estadual quatro anos depois.

A equipe alviverde vai reviver a finalíssima contra o Atlético, que superou a URT na outra semifinal. As finais acontecem nos dois próximos domingos, dia 1º e 8 de maio.

No Cruzeiro, o melhor time da primeira fase com nove pontos de vantagem sobre o segundo colocado, o técnico Deivid teve problemas de última hora. Por causa de uma indisposição, iniciada ainda na Paraíba, onde o Cruzeiro enfrentou o Campinense, no meio de semana, quatro jogadores ficaram apenas no banco de reservas: Rafael Silva, Pisano, Romero e Leo, os dois últimos seriam titulares.

A boa notícia ficou por conta da volta do atacante Willian, que estava machucado e não atuava há mais de um mês. Com a necessidade da vitória por dois gols, o Cruzeiro tomou as rédeas do jogo, usando-se da velocidade de Élber e Alisson.

Mas o América, apoiado por uma barulhenta torcida no Gigante, estava bem postado, fechadinho. A Raposa até que tentava pelo alto, mas estava difícil vencer a defensiva americana. Bruno Rodrigo chegou a cabecear para as redes, mas o assistente assinalou impedimento reclamado pelos cruzeirenses.

Depois disso, foi a vez do Coelho reclamar de um puxão em Victor Rangel no limite da grande área. As polêmicas não pararam por aí. Willian ainda pediria uma mão na bola na área, nada assinalado por Igor Junio Benevenuto.

Daí para o fim do primeiro tempo, o Cruzeiro manteve o volume, mas pouco concluía em gol. Na segunda etapa, a missão celeste seguia árdua. A torcida cruzeirense, então, resolveu jogar junto, ensaiando aquela forma de torcer sem parar.

Rafael Silva foi para o jogo. As investidas, porém, continuavam tímidas. E o América engatilhava contra-ataques. O tempo passava e, aos poucos, a paciência do torcedor azul ia se esgotando. Gritos de protestos contra o técnico Deivid, o presidente Gilvan de Pinho Tavares e o time como um todo começavam a aparecer.

O Cruzeiro, porém, não se entregou e foi para o abafa no fim do jogo. Fabrício acertou a trave aos 36 min. Um gol naquela altura incendiaria de vez o duelo. Mas foi só. Pelo segundo ano seguido, o Cruzeiro está fora de uma decisão do Mineiro.