Objetividade, concisão e exemplos do cotidiano. A combinação desses fatores garantiu ao estudante Rafael Alves de Abreu, de 23 anos, a nota máxima (mil pontos) na prova de redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). É a segunda vez que Abreu usa a fórmula simples e certeira para garantir total na redação. “Eu procuro alimentar o texto com informações de jornais e do que acontece ao meu redor”, conta. Neste ano, ele usou exemplos de publicidades ao longo do texto.

Morador do bairro Coração Eucarístico, na região Noroeste da capital mineira, Abreu fez cursinho preparatório em 2008 e passou por algumas faculdades antes de resolver prestar novamente o Enem para comunicação. “Estudo em uma universidade particular e quero tentar estudar na Universidade Federal de Minas Gerais”, revela.

Há seis anos, Abreu lembra que o tema tinha relação com a vida em rede no século XXI e os limites entre o público e o privado. Na época, o jovem usou no texto projetos de inclusão que ele havia lido na imprensa. Além disso, usou elementos de sua experiência pessoal de viver “conectado”.