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O novo trabalho tem também como
influência a banda Led Zeppelin
Dinho-Ouro-Preto-1-682x1024Dinho Ouro Preto: “Já tínhamos muitas músicas prontas e
o formato em EP sai mais barato
que um álbum”
(Foto: Imprensa/Capital Inicial)

 

*Felipe José de Jesus (JCE)

 

Renovar sem perder a identidade. Esse tem sido o lema de uma das bandas mais marcantes da década de 1980: o Capital Inicial. Uma prova disso é o mais recente disco intitulado “Viva a Revolução”. O EP conta com sete músicas e tem como influência a banda britânica de rock Led Zeppelin.

O vocalista do grupo, Dinho Ouro Preto, revela que outra referência durante a produção do disco foi às manifestações de ruas ocorridas no Brasil em 2013. “Não sou muito dado ao uso de metáforas, mas fiquei profundamente comovido com o que vi acontecer no país. Gostei do fato de os protestos não terem uma liderança, nem uma reivindicação muito clara, mas um desejo de mudança. Sou de uma geração acostumada com a decepção e acho ótimo que exista esse combustível na garotada”.

Em relação à música “Viva a Revolução”, o cantor comenta que ela apresenta uma sonorização meio Satisfation dos Rolling Stones. “O EP conta com duas versões dessa canção, uma com distorções e outra com a participação do ConeCrewDiretoria, onde misturamos as guitarras com a batida do hip hop e com o rap de protesto do coletivo carioca de MCs”.

Ele acrescenta ainda que ambas têm letras revolucionárias. “O disco tem pitadas um pouco mais políticas do que os outros, mas o objetivo era revolucionar mais no que se refere à sonoridade”.

Esse é o 16º disco da carreira e sela os 30 anos de estrada da banda que atualmente é formada por Dinho Ouro Preto (vocal, violão e guitarra), Fê Lemos (bateria, percussão e vocais), Flávio Lemos (baixo) e Yves Passarell (guitarra, violão e vocais).

 

Profissional de primeira

Para a produção do disco, a banda teve a ajuda do produtor e músico Liminha, conhecido por lançar discos de Gilberto Gil, Lulu Santos, Tianastacia, Marina Lima, Rita Lee, Titãs, Paralamas do Sucesso, etc.

Dinho declara que esse trabalho foi uma volta às origens, já que o produtor atuou em 1984 na banda. “Na década de 1980, ele cuidou do Capital Inicial na gravação do compacto ‘Descendo o Rio Nilo’. Liminha é um produtor diferente, ele põe a mão na massa e se comporta como um de nós”, afirma.

 

Mais barato

Dinho Ouro Preto 2 Capa do EP
(Foto: Ass/Capital Inicial – Divulgação Imagem)

 

O último disco “Saturno” foi lançado há praticamente um ano e meio, tempo considerado curto, para o atual cenário da música. Porém, Dinho explica que eles já tinham muitas músicas prontas e que o formado em EP é bem mais barato. “Com as canções que já tínhamos daria para produzir um álbum convencional, mas nosso desejo era fazer algo que fosse um ponto fora da curva. Percebemos que as novas gerações lidam com a música de forma diferente. Acreditamos que o público vai se sentir mais atraído por esse formato conciso. Ele é mais barato para os fãs que gostam de comprar o disco físico”.

 

Outras informações sobre o novo disco, banda e agenda de shows pelo: http://capitalinicial.com.br