O cantor já vendeu mais de
550 milhões de discos
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Elton John em 2015 e a direita em 1970
(Fotos: Montagem JCE)
*Jornalista: Felipe José de Jesus (JCE)
*Demetrio Barros e Anderson Nascimento (Galeria Musical)
Portal: http://www.galeriamusical.com.br/
Foto e imagens de CD´s (Divulgação artista)
Com a chegada dos anos 2000, novos estilos musicais surgiram e os discos físicos de certa forma deram o lugar para os álbuns digitais. No entanto, as mudanças não conseguiram abafar o sucesso de alguns cantores que começaram na década de 1970 como David Bowie, Paul MacCartney, Stevie Wonder, Neil Young, Eric Clapton, Rod Stewart  e principalmente o cantor e compositor Elton John. O artista que completou recentemente 46 anos de carreira, conquistou o sucesso mundial com seu piano em plena efervescência do Rock And Roll. Eleito pela Billboard como o cantor solo de maior sucesso da história, de seus 35 discos gravados, vendeu mais de 550 milhões por todo o mundo. Prova de que seu sucesso não é pura e mera “sorte” pode ser visto em seu último álbum: “The Diving Board”.  Além de ter ocupado a 10º posição nas rádios somente nas primeiras semanas de lançamento em 2013,  chegou a vender mais de 500 mil cópias em apenas 2 anos. Para a alegria dos fãs, o cantor promete um novo álbum, mas enquanto este novo disco não sai do forno, leiam a  discografia completa comentada.
EMPTY SKY
ELTON JOHN
1969
Por Demetrio Barros
Muita gente não sabe que esse é o primeiro LP de Elton John. ‘Empty Sky’ não deveria mesmo ser o primeiro, pois não há nele nenhum clássico arrebatador, só para se ter uma idéia, aqui na América ele foi lançado somente em 75, quando Elton já havia conquistado o status de Rei da Década. A surpresa fica por conta da faixa-título, onde Elton sussurra e brinca com a voz de maneira singular, a qual nunca mais iria se repetir ao longo de toda carreira. Outras boas faixas ficam por conta da primeira versão de ‘Skyline Pigeon’ ainda com cravo, ‘Sails’ e a dobradinha ‘Gulliver/Its Hay Chewed’, onde a última parte exibe um primoroso Jazz/Rock… Mesmo assim o disco termina com uma certa decepão para quem conhece os clássicos de Elton. Poderia ser bem melhor se ‘Lady Samantha’ e ‘Its Me That You Need’ (singles da mesma época) fossem incluídos no álbum.
TUMBLEWEED CONNECTION
ELTON JOHN
1970
Por Demetrio Barros
No documentário ‘Two Rooms…’, lançado em 91, Phil Collins e Sting deixam bem claro suas preferências pelo terceiro álbum de Elton John: ‘Tumbleweed Connection’. Boa escolha. A serenidade com que Elton conduz o trabalho é fora de série, fazendo deste LP um dos preferidos pelos intelectuais… ‘Country Comfort’, um clássico regravado pelos mais diversos artistas, e ‘Burn Down The Mission’ confirmam as preferências, mas certamente ‘Talking Old Soldiers’, onde Elton é acompanhado somente pelo seu piano, faz a diferença, pois pela primeira vez seu vocal se mostra bastante maduro, um prenúncio do que seria na sua melhor fase. Com ‘Amoreena’ e ‘Son Of Your Father’, Elton consegue equilibrar a obra, que apesar de parecer obscura, se bem explorada pode mudar a opinião de muitos dos que não se interessam pela primeira fase do cantor. Outro destaque é ‘Love Song’ (composião de Lesley Duncan). Curiosamente nenhuma canão deste LP figurou nas principais coletâneas de Elton.
ELTON JOHN
ELTON JOHN
1970
Por Demetrio Barros
Em 1970, Elton se apresentou em Nova York e da noite pro dia se tornou um astro do Rock, ‘ameaçando’ os grandes nomes da época. Foi nesse mesmo ano que ‘Elton John’ chegou às prateleiras… ‘Your Song’, o maior clássico de sua carreira, abre o álbum que ainda desfila canões memoráveis como ‘Border Song’, ‘Sixty Years On’, ‘The Greatest Discovery’, ‘The Cage’ entre outras. Com um vocal bem mais agressivo do que o trabalho anterior e bem menos tímido, Elton parece pular sobre o piano durante as gravaões… e a harmonia dos integrantes do grupo fazem desse LP uma pérola. É bem verdade que ‘Elton John’ não figura entre os clássicos de Elton, mas para aqueles que preferem a primeira fase do artista, este pode ser considerado a ‘obra prima’. Com arranjos de Paul Buckmaster, ‘Elton John’ é uma mistura de Rock, Pop e Música Clássica, o que fica comprovado quando 16 anos mais tarde Elton realiza um sonho de gravar ao vivo com uma orquestra (Sinfônica de Melbourne), escolhendo 6 faixas do álbum.
MADMAN ACROSS THE WATER
ELTON JOHN
1971
Por Demetrio Barros
O mais progressivo de todos os trabalhos de Elton. ‘Madman Across The Water’ é mais um LP surpreendente… Quando muitas pessoas achavam que Elton não manteria o pique de dois grandes álbuns, eis que surge um terceiro com características diferentes, porém com um talento fora de série. ‘Tiny Dancer’ abre a obra de maneira sublime, piano e vocal perfeitos… ‘Levon’ dá sequência e muita gente não acredita que duas super músicas possam estar assim tão perto. No mesmo lado encontra-se a faixa-título, que não é a melhor, mas garante um bom desfecho. Virada a antiga bolacha, eis que surge ‘Indian Sunset’ e mais uma vez todos ficam em silêncio, imaginado como ele pôde inventar algo tão diferente e tão maravilhoso como esta canção. Uma de suas maiores performances. Em seguida ‘Holiday Inn’ com um instrumental nota 10 e ‘Rotten Peaches’ alegram o disco, que tem a participaão de Rick Wakeman em algumas faixas. ‘All The Nasties’ carimba o selo de progressivo nesta obra que bem poderia ser a melhor álbum.
17-11-70
ELTON JOHN
1971
Por Anderson Nascimento
É o primeiro disco ao vivo do Elton John. Traz uma apresentação de Elton em um programa de rádio, onde o artista tocou treze canções, apesar de o álbum original trazer apenas seis dessas faixas. Em 1995, porém, uma nova versão do disco saiu em CD com todas as faixas gravadas na época. O disco é cercado de histórias, entre eles o fato de Elton ter machucado as mãos ao longo da apresentação e ter enchido o piano de sangue. Entre as canções, há covers dos Beatles “Get Back” e dos Rolling Stones “Honky Tonk Women”. Elton já disse em várias entrevistas que esse álbum contém a sua melhor performance ao vivo em toda a sua carreira.
HONKY CHÂTEAU
ELTON JOHN
1972
Por Demetrio Barros
Aqui começa a segunda e melhor fase da carreira de Elton John. De cara Elton já declarou algumas vezes que ‘Honky Château’ é seu melhor álbum. Tem tudo pra ser, a começar pela banda de apoio que ficaria conhecida como The Elton John Band; Nigel, Davey e Dee acompanhariam Elton por mais 3 anos ininterruptamente, e de quebra o álbum ainda traz Ray Cooper e o violinista Jean-Luc Ponty. ‘Rocket Man’ , que foi homenageada com o selo ‘Rocket’, é a obra-prima do álbum, e o primeiro clássico a alcançar o número 1 no mundo. O piano rola solto, despretensioso e alegre, o vocal é primoroso e as melodias esbanjam harmonia… Em ‘Mona Lisas And Mad Hatters’, Elton, acompanhado por Davey Johnstone , canta umas das mais lindas canções de sua carreira. A empolgadíssima ‘Honky Cat’ não leva nenhum rótulo, e fica conhecida como uma das músicas mais animadas de Elton. Não é Rock, nem Pop, nem Balanço e nem Jazz… é simplesmente uma fusão de todos os ritmos que compõem o cenário mundial da época.
DONT SHOOT ME, IM ONLY THE PIANO PLAYER
ELTON JOHN
1972
Por Demetrio Barros
Ainda em 72, Elton se superaria… Para espanto de todos aqueles que ainda estavam se deliciando com ‘Honky Château’, meses mais tarde chegava às lojas o mais novo álbum de Elton: ‘Dont Shoot Me, Im Only The Piano Player’, como? ‘Apenas um pianista’? Não é verdade, Elton é o pianista, o cantor, o compositor e o gênio da música Pop! Parecia que ‘Honky Château’ seria seu maior triunfo, e antes mesmo de todos conhecerem bem todas as músicas deste disco, nas rádios já estava rolando ‘Crocodile Rock’ e ‘Daniel’, mais dois mega hits da música mundial. E não pára por aí, o LP ainda desfila a alegrinha ‘Teacher I Need You’, ‘Blues For My Babe And Me’ (maravilhosa), Have Mercy On The Criminal’ (um blues sinfônico de tirar o fôlego), ‘Texan Love Song’ e fecha com chave de ouro: ‘High-Flying Bird’, uma daquelas músicas que todos se perguntam: Por que não virou um clássico?. ‘Dont Shoot Me’ é perfeito, em letras, melodias, performances vocais e instrumentais.
GOODBYE YELLOW BRICK ROAD
ELTON JOHN
1973
Por Felipe José de Jesus
Com o álbum ‘Goodbye Yellow Brick Road’, Elton John se torna praticamente um ícone da música mundial. O disco que foi gravado em poucos dias no castelo DHierouville na França, depois de uma tentativa fracassada na Jamaica, foi um sucesso não só de vendas, mas foi o álbum que mais teve canções executadas nas rádios. Além da canção que abre o disco, ‘Goodbye Yellow Brick Road’, o disco traz a música ‘Candle In The Wind’, (que mais tarde, em 1997 foi regravada e usada como uma homenagem para a princesa Daiana que faleceu no mesmo ano), e uma das canções mais elogiadas pelos produtores e músicos envolvidos no disco, Roy Rogers. Mas Elton surpreendeu também com ‘Bennie And The Jets’, uma canção dançante e taxada como Blues. A música foi uma das responsáveis pelas altas vendagens do disco, que chegou a 31 milhões de exemplares comercializados. O disco foi reeditado em 2014 na versão dupla e também em vinil.
CARIBOU
ELTON JOHN
1974
Por Demetrio Barros
Depois de 3 álbuns (sendo um duplo) gravados no mesmo Castelo, com o mesmo pique e com a mesma energia, ‘Caribou’ se tornou um álbum à parte, em meio a tantas obras-primas. Curiosamente, Elton manifestou desagrado em sua performance vocal, justo na faixa ‘Dont Let The Sun Go Down On Me’. Além desse clássico, o álbum traz também ‘The Bitch Is Back’ o segundo single e outras boas faixas como ‘Pinky’ e ‘Ive Seen The Saucers’, mas Elton desaponta em ‘Dixie Lily’, ‘Grimsby’ e ‘Sollar Prestige A Gammon’. Definitivamente, ‘Caribou’ não faz parte da nata de Elton, e seria fraco se não fosse a carro-chefe (Dont Let The Sun) e a genialidade dos vocais e piano na última faixa, ‘Ticking’. A Exemplo do ‘Empty Sky’, o álbum poderia ser bem melhor se fossem incluídos alguns singles, desta vez ‘Lucy In The Sky With Diamonds’ e ‘Philadelphia Freedom’ poderiam elevar o ‘Caribou’ ao status de obra-prima.
CAPTAIN FANTASTIC AND THE BROWN DIRT COWBOY
ELTON JOHN
1975
Por Demetrio Barros
Milhões de discos vendidos, estádios lotados, Rei do Pop/Rock, capa de milhares de revistas por todo o mundo.Tudo isso seria o suficiente para que Elton saísse de cena e curtisse a Fama sossegado, mas ele fez o contrário, lançou essa super obra-prima autobiográfica: ‘Captain Fantastic And The Brown Dirt Cowboy’. Este disco vendeu 1,5 milhão de cópias em apenas 4 dias. Na faixa-título, Elton narra sua aventura ao lado do parceiro Bernie vindo de uma cidade do interior para ganhar o mundo. Em ‘Someone Saved My Life Tonight’, uma das letras mais lindas e comoventes, Elton mostra um dos episódios mais tristes de sua vida, numa canção que marcaria para sempre sua carreira, com uma inigualável harmonia e beleza. Ao longo das 10 faixas rigorosamente produzidas, encontram-se pérolas como ‘Tell Me When The Whistle Blows’ que exibe uma melodia até hoje incomensurável, devido aos arranjos de Gene Page num Blues fantástico. ‘Tower Of Babel’, ‘Bitter Fingers’, ‘Meal Ticket’, ‘Better Off Dead’ e ‘Writter.
ROCK OF THE WESTIES
ELTON JOHN
1975
Por Demetrio Barros
‘Rock Of The Westies’ veio de carona no sucesso de ‘Captain Fantatic’. A banda é outra e traz velhos amigos como Caleb Quaye, que não gravava com Elton desde ‘Madman…’ e ainda James Newton Howard que mais tarde se tornaria um dos preferidos pela indústria do Cinema para compôr trilhas… Elton queria um disco de ‘rockaços’ e conseguiu, mas o destino dele é mesmo fazer sucessos com baladas (I Fell Like A Bullet) e pop/rock (Island Girl), esta puxou o disco e ficou de fora, injustamente durante 25 anos, de coletâneas oficiais, sendo feita a justiça somente em 2002. As outras faixas empolgam e dão conta do recado, mas já nota-se uma pequena queda na produção, apesar do disco também vender milhões e conquistar o primeiro lugar. Um Elton barbudo e usando boina, demonstra que o interesse por novas fases emergem.
BLUE MOVES
ELTON JOHN
1976
Por Demetrio Barros
Tristes mudanças. Esta é a traduão deste disco que foi lançado justamente quando Elton vivia seu maior momento depressivo. O Álcool e a fama excessiva foram cruciais para que a melhor fase de Elton terminasse mesmo em 75. O álbum duplo bem que poderia ser simples e mesmo assim não empolgaria tanto, apesar do belo vocal em ‘Tonight’ e ‘Chameleon’.As instrumentais e os progressivos exagerados e fora de época traduzem a confusão da obra. O clássico fica por conta de ‘Sorry Seems To Be The Hardest Word’, uma bela canção melancólica que se tornaria uma das mais executadas em seus shows daí por diante. Nem mesmo a animadíssima ‘Bite Your Lips (Get Up And Dance)’, um verdadeiro convite para se acabar de tanto dançar, consegue levantar o astral do LP duplo. É bem verdade que lá pelo meio existem surpresas que ficaram esquecidas como ‘Cage The Songbird’, mas Elton não disfarça o seu momento triste e experimental. ‘Blue Moves’.
HERE AND THERE
ELTON JOHN
1976
Por Anderson Nascimento
Esse álbum ao vivo foi originalmente lançado como álbum duplo, tendo depois ganhado uma versão dupla em CD com dezesseis músicas a mais. O nome se refere a dois shows feitos por Elton: “Here”, gravado em Royal Festival Hall em Londres e “There”, gravado no Madison Square Garden em Nova Iorque. Gravado durante o auge de sua carreira, o disco possui vários de seus sucessos. Na versão em CD, o disco intitulado “There”, traz as três canções tocadas junto com John Lennon, em sua última performance pública.
A SINGLE MAN
ELTON JOHN
1978
Por Demetrio Barros
Depois de declarar que abandonaria a vida pública em 77, Elton volta de forma singular, talvez deixando claro que sua fase experimental também seria de separação (talvez isso explique o nome do disco). Bernie Taupin trabalha com outros artistas, entre eles Alice Cooper, enquanto Elton arrisca composiões com outros letristas. A banda também é outra e o reflexo é imediato, tanto que o hit do LP fica por conta da instrumental baseada no piano de Elton: ‘Song For Guy’, uma linda homenagem ao boy mensageiro de Elton, morto tragicamente num acidente. Outro sucesso foi ‘Part-Time Love’… e ficou por isso mesmo. ‘Shine On Through’ e ‘Georgia’ poderiam até emplacar, mas não vingaram… Ainda no primeiro lado encontra-se uma pérola pouco divulgada: ‘It Aint Gonna Be Easy’, um super blues , daqueles de encher os olhos dágua… O restante é dispensável, com exceão de ‘Big Dipper’, uma interessante faixa.
VICTM OF LOVE
ELTON JOHN
1979
Por Demetrio Barros
Infelizmente ‘Victim Of Love’ não é uma coletânea, nem trilha sonora e muito menos uma gravação de performance ao vivo. Eis a ‘ovelha negra’ da carreira de Elton. Existem dois motivos satisfatórios para explicar o fiasco desse LP: nenhuma faixa foi composta por Elton e/ou Bernie e nenhum músico havia tocado antes com Elton… ou seja, Elton apenas emprestou sua voz para a produção do disco. Que sua fase experimental não era das melhores os fãs já sabiam , mas que chegasse a tal ponto ninguém esperava. Não vale a pena mencionar nenhuma faixa, mesmo porque todas elas parecem uma só.
21 AT 33
ELTON JOHN
1980
Por Demetrio Barros
’21 At 33′ também não conseguiu empolgar, talvez o público ainda não havia digerido o trabalho anterior. Esse disco seria fraco se não fossem as belíssimas ‘Little Jeannie’ e ‘Sartorial Eloquence’ e para sorte de Elton, Bernie Taupin voltaria a contribuir em algumas faixas… O LP ainda traz algumas boas músicas que o fazem ficar na média, como o country ‘Take Me Back’, a lentinha ‘Never Gonna Fall In Love Again’ e ‘White Lady, White Powder’ que conta com a riquíssima participação da dupla Glenn Frey e Don Henley do Eagles. As outras faixas parecem estar perdidas no disco, mas já há indícios de que a fase experimental está no fim.
THE FOX
ELTON JOHN
1981
Por Demetrio Barros
Ainda não foi dessa vez que Bernie Taupin voltou em definitivo, mas ‘The Fox’ soa bem melhor do que os dois LPs anteriores… A faixa-título chega a ser nostálgica e não é exagero pensar que ela bem poderia ser uma regravação de alguma canão perdida nas sessões de ‘Tumbleweed Connection’… Além dela, existe a suíte ‘Carla Etude/Fanfare/Chloe’ que por um instante nos faz viajar aos anos de ouro. Mas a exemplo de ’21 At 33′, a produão não é das mais eficientes, e isso fez com que algumas faixas se perdessem… Outro destaque fica por conta da charmosa ‘Just Like Belgium’, mas Elton vacila em ‘Fascist Faces’ e ‘Nobody Wins’. É inútil dizer que ‘The Fox’ poderia ser melhor se fosse produzido por Gus Dudgeon… mas fase experimental é fase experimental, e Elton pagou caro por isso.
JUMP UP!
ELTON JOHN
1982
Por Demetrio Barros
Este LP é uma verdadeira transição do experimental para o segundo auge, pois pela primeira vez em 4 anos, surgem dois hits, e um deles de proporção mundial: ‘Blue Eyes’. O belo vocal de Elton eleva essa canção ao status de clássico do segundo auge. Além dela, outra faixa merece destaque e muitos a consideram como a obra-prima de Elton, trata-se de uma linda homenagem póstuma a John Lennon… ‘Empty Garden’. Outras faixas interessantes fazem parte deste disco, que ainda mistura composições de Bernie e Gary Osborne, uma delas é ‘All Quiet On The Western Front’, uma bela canão Pop/Country. ‘Ball & Chain’ parece ser uma amostra do que aconteceria nos anos seguintes… já o resto apenas complementa. Enfim, ‘Jump Up’ é um divisor de águas e fecha definitivamente a fase experimental de Elton John. Está mais para o segundo auge do que para o primeiro fiasco.
TO LOW FOR ZERO
ELTON JOHN
1983
Por Demetrio Barros
Surge a primeira obra-prima do segundo auge de Elton John. ‘Too Low for Zero’ lança 3 clássicos, ganha prêmios, e conta com a volta da The Elton John Band, que não gravava em estúdio a 8 anos… ‘Im Still Standing’ dá o recado ideal, Elton ainda está de pé e muito vivo, renasceu das cinzas do final dos anos 70 e está pronto para ganhar o mundo em mais uma década. Para quem queria um somzão, ‘I Guess Thats Why They Call It The Blues’ foi feita sob medida, e ainda conta com Steve Wonder na gaita. O peso de ‘Kiss The Bride’ parece dizer que Elton está mesmo decidido a começar tudo outra vez, e dessa vez bem vestido e com um chapéu mais comportado. E Elton quer mesmo que todos reparem na sua fase ascendente, pois também é desta época os clipes mais bem produzidos de sua carreira. Além dos clássicos o disco contêm faixas interessantes como ‘Saint’ e ‘One More Arrow’ onde Elton desfila um versátil vocal.
BREAKING HEARTS
ELTON JOHN
1984
Por Demetrio Barros
Com todo o sucesso do álbum anterior, ‘Breaking Hearts’ não poderia ser diferente. Um sucesso que culminou com uma de suas melhores turnês, a ‘Breaking Hearts Tour’. ‘Sad Songs’ contribuiu não só para aumentar sua coleção de sucessos como também para sua vasta coleão de superclipes, assim como ‘Passengers’. Este álbum a exemplo de ‘Too Low For Zero’, tambem contou com a participaão de Davey, Dee e Nigel. Outras faixas chegaram a ser bastante executadas na época e merecem destaque, como ‘Who Wears These Shoes’ e ‘In Neon’. Mas um bom disco é notado quando outras faixas tipo ‘lado B’ também são dignas de serem admiradas, neste caso ‘Burning Buildings’ dá conta do recado, principalmente pela harmonia dos backing vocals. Em ‘Lil Frigerator’ o som é puro rock e contagiante. ‘Breaking Hearts’ é um belo trabalho de Elton John. O clássico ‘Sad Songs’ pode ser considerado como uma das músicas mais interessantes e perfeitas da década.
ICE ON FIRE
ELTON JOHN
1985
Por Demetrio Barros
Parece inacreditável que ‘Ice On Fire’seja apenas 1 ano mais novo que ‘Breaking Hearts’. A explicação mais plausível é a alteração no vocal de Elton, submetido a uma cirurgia na garganta. O disco traz pérolas como o mega-clássico ‘Nikita’, uma das baladas de maior sucesso de sua carreira, e ainda ‘Cry To Heaven’, mas o exagero dos sintetizadores e metais, fazem com que este trabalho se torne enjoativo, sobretudo o antigo lado B da velha bolacha. Alguns discófilos consideram este LP como a obra-prima de Elton na década (???). De todas as principais coletâneas de Elton, somente ‘Nikita’ figura como o hit do disco. Não é exagero afirmar que ‘Ice On Fire’ só escapou do fracasso devido a má fase musical que o mundo atravessava neste período, portanto entre outros trabalhos de outros artistas, este ábum ainda se saiu bem. ‘Wrap Her Up’ com seus mais de 6 minutos é uma síntese perfeita deste disco.
LEATHER JACKETS
ELTON JOHN
1986
Por Demetrio Barros
É uma pena que ‘Ice On Fire’ não tenha sido um pesadelo passageiro, pois ‘Leather Jackets’ embarcou na mesma onda e conseguiu desagradar até aqueles que consideravam ‘Ice On Fire’ um belo disco. ‘Heartache All Over The World’ animou um pouquinho mas não o suficiente para virar hit de coletânea, ‘Slow Rivers’, um dueto com Cliff Richards, é uma bela balada, mas ficou tão esquecida que dificilmente se ouve falar dela. Em meio a faixas como ‘Go It Alone’, ‘I Fall Apart’ e ‘Angeline’, faixas como ‘Paris’ caem mesmo no esquecimento, uma vez que a faixa-título já é um bom motivo para reprovar o disco. Ainda se salvam ‘Hoop Of Fire’ e ‘Gypsy Heart’. Mas, ‘Leather Jackets’ não vingou.
LIVE IN AUSTRALIA
ELTON JOHN
1987
Por Anderson Nascimento
Esse álbum traz uma apresentação ao vivo de Elton john na Austrália, no Sydney Entertainment Centre, com a participação da Melbourne Symphony Orchestra. Gravado em 14 de dezembro de 1986, este show fugiu um pouco do óbvio, deixando vários clássicos de fora. Ainda sim, estão lá canções como “Your Song”, “Dont Let The Sun Go Down on Me”, “Candle In The Wind”, “Sorry Seems to Be the Hardest Word” e “Tiny Dancer”.
REG STRIKES BACK
ELTON JOHN
1988
Por Demetrio Barros
Depois de lançar um belo ábum ao vivo, Elton conseguiu reanimar seus fãs, e convocou todos para assistirem o seu ressurgimento em ‘Reg Strikes Back’. Mas parece que Elton voltou a atacar como nos tempos da fase experimental, pois somente ‘I Dont Wanna Go On With You Like That’ conseguiu convencer… Talvez ‘Town Of Plenty’ e ‘A Word In Spanish’ tiveram algum êxito, mas o disco não rendeu o que todos esperavam e acabou frustrando o próprio Elton. Em comparaão com as duas últimas obras em estúdio, até que ‘Reg Strikes Back’ fez bonito, mas não é digno de ser batizado com esse nome.
SLEEPING WITH THE PAST
ELTON JOHN
1989
Por Demetrio Barros
Foi preciso sonhar com o passado para que Elton realmente atacasse. Em ‘Sleeping With The Past’ Elton faz uma dedicatória aos pioneiros da boa música dos anos 60. O resultado foi surpreendente. Primeiro veio ‘Healing Hands’ que devolveu a alegria de dançar um bom balanço como no início da década. Seguindo a mesma linha, ‘Club At The End Of The Street’ tem o mesmo tempero. Mas o destaque mesmo fica por conta de ‘Sacrifice’, uma balada que consagraria Elton para a nova geração de fãs. Essa música se tornou um símbolo e é uma das mais executadas de sua carreira. Outras faixas também merecem destaque: ‘Blue Avenue’, ‘Durban Deep’ e Whispers’. A produção é bem diferente dos trabalhos anteriores, e o som é mais requintado, apesar de seguir o estilo dançante da década. ‘Sleeping With The Past’ dá início ao terceiro auge de Elton.
THE ONE
ELTON JOHN
1992
Por Demetrio Barros
Em 90, Elton lança uma compilação comemorando 20 anos desde o primeiro hit: ‘Your Song’. No ano seguinte dá um tempo e volta em 92 com ‘The One’. Outra surpresa agradável, pois ‘The One’ mantem o pique de ‘Sleeping…’ e recebe prêmios. A faixa-título é o ponto máximo, mas existem outras que valem a pena como ‘Simple Life’ que abre o disco. ‘The Last Song’, lançada como single para auxiliar na campanha contra o vírus HIV, é uma bela balada a exemplo de ‘When A Woman Doesnt Want You’. O disco ainda conta com a grande participaão de Eric Clapton na faixa ‘Runaway Train’, um dos singles do CD. Alguns balanços soam tão bem quanto os de ‘Sleeping…’, são eles: ‘On Dark Street’ e ‘Whitewash County’. Enfim, ‘The One’ apaga de uma vez por toda a má impressão deixada bem ali no meio da década anterior. Apesar de ficar 3 anos sem gravar um álbum, este LP ainda faz parte do terceiro auge de Elton.
DUETS
ELTON JOHN
1993
Por Demetrio Barros
A intenção foi boa, mas algo saiu errado. Lançar um álbum duplo não é uma tarefa fácil, talvez seja por isso que ‘Goodbye Yellow Brcik Road’ seja superior a todos, pois além de conter ótimas melodias, a obra manteve o mesmo nível nas 17 faixas. Mas com ‘Duets’ a experiência não foi agradável, pois apesar de contar com grandes participações (Little Richard, Kiki Dee, Paul Young, George Michael e etc…), somente ‘True Love’ c/ Kiki Dee e ‘Dont Let The Sun Go Down On Me’ ao vivo c/ George Michael fizeram sucesso, sendo que a primeira é um clássico de Cole Porter. ‘Teardrops’ com K. D. Lang e ‘Im Your Puppet’ c/ Paul Young esboçaram um sucesso, mas também foram esquecidas logo depois. Para piorar a situação, Elton manchou um outro clássico de sua obra ao gravar com RuPaul uma versão fraca de ‘Dont Go Breaking My Heart’. Ou seja, entre regravações e algumas participações obscuras, ‘Duets’ não agradou e mofou nas prateleiras.
MADE IN ENGLAND
ELTON JOHN
1995
Por Demetrio Barros
Após ganhar o Oscar de Melhor Trilha Sonora com a canção ‘Can You Feel The Love Tonight’, Elton lança em 95 uma espécie de disco autobiográfico, na capa já se nota um Elton de cara limpa, e segundo ele, vivendo a melhor fase de sua vida. É claro que tudo isso reflete na obra. ‘Made In England’ é um belo disco a começar por ‘Believe’, uma declaração de amor ao Amor… Seguem ‘Made In England’ (balanço como nos bons tempos), ‘House’, ‘Cold’, ‘Latitude'(que impressiona pelos vocais e harmonia), ‘Belfast’, ‘Please’ e ‘Blessed’, entre outras… Elton está mais alegre, mais solto e mais envolvente nos seus vocais. Tudo isso resultou numa mega turnê, que incluiu pela primeira vez o Brasil. A fase realmente é muito boa, e tudo isso é claramente percebido quando se ouve o disco de ponta a ponta. Talvez ‘Made In England’ seja o ápice de sua carreira nos anos 1990.
THE BIG PICTURE
ELTON JOHN
1997
Por Demetrio Barros
Dois anos se passaram e Elton volta, um pouco triste com a morte da Princesa Diana. Em ‘The Big Picture’, Elton mantém o nível de ‘Made In England’, o que pode ser comprovado no clássico ‘Something About The Way You Look Tonight’ e na faixa-título. ‘Recover Your Soul’ chegou a ser executada durante um tempo, mas a nova versão de ‘Candle In The Wind’ (lançada como single juntamente com o CD) talvez tenha ofuscado a obra, que apesar de conter outras boas canções, não empolgou como o esperado. Outras faixas embelezam a obra, como ‘If The River Can Bend’ e ‘Live Like Horses’, esta última foi lançada também num dueto com Pavarotti.
ONE NIGHT ONLY – THE GREATEST HITS
ELTON JOHN
2000
Por Anderson Nascimento
Este quarto álbum ao vivo, como o próprio nome entrega, é um desfile dos maiores sucessos da carreira de Elton John. Inflamadas versões de Rocks como “The Bitch is Back”, “Crocolile Rock” e “Im Still Standing” e as costumeiras belas apresentações dos baladões de Elton, fazem toda a diferença no CD. Elton ainda convida para o Madison Square Garden, palco onde foi realizado o show nos dias 20 e 21 de outubro de 2000, artistas como Bryan Adams, Kiki Dee e Anastacia, para cantar junto com ele. O resultado foi um enorme sucesso de vendas, foram mais de quatro milhões em todo o mundo, sem contar a versão em DVD. Somente a segunda noite foi usada na confecção do CD devido a um problema com o aparelho de gravação, daí o nome do CD.
Songs From The West Coast
ELTON JOHN
2001
Por Demetrio Barros
Algumas trilhas sonoras depois e um disco gravado ao vivo, Elton resolve lançar seu último álbum em estúdio, segundo uma declaração dele mesmo. ‘Songs From The West Coast’ superou todas as expectativas possíveis e alcançou o status de obra-prima. Não é exagero dizer que este ábum é o melhor de Elton desde ‘Captain Fantastic’. O som é setentista, o instrumental é perfeito e as melodias soam como os velho clássicos… ‘I Want Love’ a carro-chefe, ‘Original Sin’ e ‘This Train Dont Stop There Anymore’ se tornam os clássicos, mas toda obra é digna de tirar o chapéu, desde ‘The Emperors New Clothes’, passando por ‘Dark Diamond’, o blues sensacional ‘The Wasteland’ e ‘Ballad Of The Boy In The Red Shoes’, uma das músicas mais lindas de toda sua obra. E não para por aí, em ‘Mansfield’, Elton começa com um jeito simples e de repente a transforma numa daquelas músicas arrebatadoras com um final apoteótico.
PEACHTREE ROAD
ELTON JOHN
2004
Por Demetrio Barros
Depois de um super disco Elton desaponta os fãs. Neste álbum algumas faixas soam repetitivas e o vocal muitas vezes não agrada. Pela primeira vez Elton produz sozinho um disco, em outras oportunidades ele trabalhou em conjunto com Clive Franks: “A Single Man” e “The Fox”, o que comprova que Elton é bem melhor como compositor, cantor e pianista. A faixa “All That I´m Allowed” talvez seja o ponto forte da obra, e mesmo assim não se trata de uma grande canção. Em “Turn The Lights Out When You Leave”, Elton tenta resgatar seu lado country, e em “Answer In The Sky” fica nítida a inspiração que o levou a gravar “Are You Ready For Love” nos anos 70. Mas não passa disso. A maior prova da mediocridade da obra é o fato de não ter implacado nenhum hit.
THE CAPTAIN & THE KID
ELTON JOHN
2006
Por Anderson Nascimento
É o segundo álbum autobiográfico de Elton, e reedita a bem sucedida dupla Elton/Bernie ao longo das dez faixas do álbum. O disco é uma espécie de continuação a partir do álbum “Captain Fantastic and the Brown Dirt Cowboy” de 1975, entretanto o álbum ficou um pouco aquém do que era esperado, dado o fato de Elton aprontar uma espécie de volta às origens. Tanto que o álbum não teve um nenhum single escolhido para divulgação, mesmo assim as rádios tocaram as músicas “The Bridge” e “Tinderbox”. Como curiosidade, o disco é o único a trazer na capa uma foto de Bernie Taupin junto de Elton John.
THE UNION
ELTON JOHN
2010
Por Anderson Nascimento
Desde “The Captain and The Kid” (2006), Elton John vem buscando inspiração em seus momentos mais gloriosos, leia-se o som feito pelo astro britânico nos anos setenta. Nesse disco, Elton busca não somente a sonoridade, mas também um velho amigo dessa época, o também pianista e excêntrico Leon Russell. Um conjunto de sensações, estilos e boa música, faz de “The Union” um álbum estupendo, uma verdadeira obra de arte.
THE DIVING BOARD
ELTON JOHN
2013
Por Anderson Nascimento
Após seis anos sem lançar um disco solo de inéditas, Elton John, trabalhando novamente com T-Bone Burnett, produtor responsável pelo álbum gravado em parceria com Leon Russell, vai mais longe que “The Captain and the Kid” no resgate às origens, e faz um álbum baseado no piano, baixo e bateria, lembrando os primeiros discos lançados por ele na década de 1970. O disco traz grandes canções como “Oceans Away”, “A Town Called Jubilee”, “Cant Stay Alone Tonight” e “Mexican Vacation (Kids in the Candlelight)”.
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