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Distorções de imagem fazem procedimentos de estética facial dispararem

Desde que as redes sociais viraram febre e o hábito de tirar fotos do próprio rosto tornou-se moda, muita gente começou a desenvolver certas preocupações pouco comuns antigamente. A famosa “Selfie” faz parte do cotidiano de quase todo mundo atualmente. Porém, pela maneira como é feita, esse tipo de foto quase nunca demonstra 100% da realidade. Este fator é um dos principais responsáveis pela distorção de imagem, problema que pode afetar consideravelmente a vida de diversas pessoas.

De acordo com um estudo realizado pela Universidade de Rutgers, em Nova Jersey, uma selfie comum tirada em uma distância de cerca de 30cm do rosto pode levar a uma forte distorção facial, que aumenta cerca de 30% apenas a região nasal. Já em outro levantamento realizado pela revista científica Jama Network, 55% das plásticas realizadas no nariz em 2017 tinham como objetivo “sair melhor em selfies”.

A dermatologista Joana Barbosa, explica que esses dados mostram como a população está cada vez mais insegura devido as redes sociais. “O problema é que nem sempre as pessoas decidem realizar um procedimento por necessidade. É cada vez mais comum receber pacientes que agem por impulso sem realmente entender do que se trata um procedimento cirúrgico como a rinoplastia, por exemplo”.

Distorção de imagem

Ela esclarece que um dos principais problemas atualmente com autoestima está relacionado a tal distorção de imagem. “As vezes, o paciente deseja ficar com uma aparência que já possui. Por exemplo, o desejo de diminuir o nariz para ficar bem nas fotos é comum, porém, nem sempre, é possível fazer isso. Em alguns casos, ele já possui o tamanho ideal”, completou a dermatologista.

A médica destaca que, por esse motivo, é sempre necessário passar por uma avaliação antes de qualquer procedimento. “Consultar-se com um especialista é fundamental para o paciente entender se realmente aquilo que ele deseja é fruto de uma necessidade ou apenas um ato impulsivo. Inclusive, em casos como esse, a avaliação deve ser física e mental para evitar arrependimentos e, até mesmo, complicações cirúrgicas. É preciso cuidado com a opção de modificações na face baseadas nas selfies”, alertou.

Fonte: Joana Barbosa, médica dermatologista e membra da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). É responsável pela clínica Dermax, em Belo Horizonte (www.drajoanabarbosa.com).