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MATURIDADE MUSICAL

Ex-integrante do One Direction se lança em
carreira solo com influências de Pink Floyd, David Bowie,
Queen e está chamando a atenção de grandes
críticos e nomes da música mundial com seu primeiro disco
 
Harry Styles em 2017 na carreira solo (à esquerda) e em

2016 (à direita) de cabelos longos no grupo One Direction
(Foto montagem: Divulgação)
*Crítica Musical
*Jornalista (JP)
*Felipe José de Jesus

Há pelo menos umas duas semanas estava pensando sobre algumas bandas que eu pouco escutei suas músicas e em um ‘piscar de olhos’ elas sumiram da mídia. Esse, por exemplo, foi o caso da banda britânica One Direction, “boyband” que surpreendentemente ocupou algumas privilegiadas posições na Billboard sendo comparada aos eternos ‘The Beatles’.  Na época não dei muita atenção a posição deles na Billboard porque o mundo consome muita música Pop, mas poucas bandas e cantores do estilo conseguem se manter por muito tempo na mídia e o One Direction foi um desses casos como os primórdios do New Kids On The Block, Take That e os noventistas Backstreet Boys e N’sync.

Dessas bandas apenas alguns nomes se destacaram na carreira solo como Robbie Williams (Take That) que tem 20 anos de estrada figurando até hoje ótimos lugares na Billboard e Justin Timberlake (N’sync), que ficou marcado pelo sucesso dos álbuns: Justified (2002) e FutureSex/LoveSounds (2006) que foram comparados aos dois grandes clássicos do Michael Jackson: Off The Wall (1979) e Thriller (1982). No caso do cantor Harry Styles, a concepção foi um pouco diferente porque o One Direction tinha vários componentes, mas sem querer ele chamava mais a atenção pelos cabelos longos “estilo” anos de 1990 e por ser taxado pela mídia como um dos cantores mais seguidos, carismáticos e adorados do mundo.

Capa do disco solo de Harry Styles que leva seu
nome teve no Instagram 2.102.520 curtidas
(Divulgação: Instagram Harry Styles)

Estouro

O ex-boyband foi cavando seu espaço e com certeza o resultado pode ser visto no seu primeiro disco solo que leva seu nome “Harry Styles (2017)”. Tive certa resistência para escutar, mas após assistir uma crítica do canal “Alta Fidelidade”, percebi que valeria a pena pelo menos escutar para ver se Noel Gallanger (guitarrista) do Oasis e o baterista do Pink Floyd, Nick Mason estavam tão errados ao falar bem do disco do cantor.

Adicionei o álbum pelo Deezer e me surpreendi já de início com a primeira faixa Meet Me In The Halfway que bebe de fontes fidedignas dos primeiros álbuns do Pink Floyd e segue a sonoridade do cantor Cat Stevens, Queen e do camaleão do Rock, David Bowie, que fizeram bastante sucesso nos anos de 1970 e 1980. Além da primeira faixa, escutei também Sign Of The Times, Two Ghosts e Woman e logo após passar o disco pelo menos duas vezes em meu celular pensei: “O que? Esse rapaz era do One Direction?”. Sei que ouvi poucos discos da banda, mas, o que percebi é que Harry Styles tem um ouvido puramente aguçado e ligado ao Folk Rock, estilo que sela o seu disco solo.

No Brasil

Harry Styles anunciou recentemente por meio das redes sociais, que sua turnê mundial virá ao Brasil em 2018. O show passará pelas cidades do Rio de Janeiro (27/5) e de São Paulo (29/5). Ainda não há confirmação de local, mas a expectativa é que as apresentações ocorram em um formato mais intimista, como tem sido em outros países conforme divulgação do jornal Zero Hora (ZH). Ainda é cedo para falar de seu primeiro disco, mesmo sabendo que o cantor já está lotando estádios mundo afora com sua turnê, mas, uma coisa posso afirmar, se Harry Styles continuar nesse ritmo, sua carreira com certeza vai dar vôos bem maiores do que o grupo One Direction.

Se você ainda não escutou o disco solo de Harry Styles, ouça e veja se realmente estou mentindo quando falo de qualidade em apenas um álbum. Compro e faço questão de ouvir discos (físicos e digitais) sempre que posso e eu não indicaria se não valesse à pena. Vida longa a carreira de Harry Styles, um dos primeiros nomes vindos do Pop que de fato me chamaram a atenção pela qualidade musical. Até a próxima Crítica Musical.

Assista o clipe de Sign of the Times