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Sérgio Martins: “Conseguir se diferenciar no mercado é o
grande desafio para essas companhias” (Foto: Jorge Campos)

*Felipe José de Jesus e Diego Santiago

Porém, com a proliferação das micro e pequenas empresas (MPEs) no Brasil, este cenário começa a mudar. Em entrevista ao jornal Edição do Brasil, o especialista em Gestão de Marcas e Comunicação Integrada, Sérgio Coelho Martins, afirma que atualmente esse público já tem utilizado esses serviços.  Para ele, quem não investe em comunicação cai na concorrência. “Os pequenos empresários precisam entender que o panorama de produtos e serviços está cada dia mais competitivo. Com novas marcas surgindo a todo o momento, se tornar relevante em meio a essa selva de opções é essencial”.

Ao que se deve essa mudança de postura dos microempresários em relação aos setores estratégicos?

Segundo levantamento do Sebrae, das 5,1 milhões de empresas existentes no Brasil, 98% fazem parte deste grupo das MPEs. Por este motivo, conseguir se diferenciar é o grande desafio. Acredito que atualmente os pequenos empresários compreendem a publicidade e a comunicação empresarial e, com isso, deixaram o preconceito de lado. Na verdade, eles estão descobrindo o valor real que um plano de comunicação estruturado pode trazer para os seus negócios.

Quais são as vantagens para as pequenas empresas que decidem investir nessa área?

O principal benefício é exatamente financeiro. A construção de um posicionamento distinto de marca gera valor ao produto ou serviço ofertado. E isso pode ser um fator decisivo para que a empresa se distancie da armadilha do preço, aumentando sua lucratividade e conquistando consumidores através de argumentos que vão além da razão. E é justamente aí que entra o uso da consolidação da marca por meio dos setores estratégicos.

O papel das agências de publicidade mudou com o uso da internet?

Com as novas tecnologias é possível criar campanhas para as MPEs dentro do orçamento de cada empresa. São ações direcionadas, com destaque aos valores e competências das pequenas marcas. Agora, os investimentos desses novos anunciantes através das agências não se restringem apenas a tradicional publicidade, TV e rádio. As ações específicas na web vêm abrindo novas possibilidades de marketing. A vantagem é que nesses casos elas conseguem focar em públicos mais distintos, algo que, geralmente, apenas as publicidades direcionadas para alguns canais de comunicação não conseguem.

Esse serviço por meio da web é financeiramente mais acessível?

Antes deviam ser mais caros, mas isso mudou exatamente por causa das ações de marketing das agências voltadas para a web. Com o uso delas, cria-se um leque de vantagens e que cabe no orçamento dos pequenos empresários. O que as empresas têm que entender é que, para avançar, elas têm que ver à frente, o que se pode alcançar com através dos investimentos.

As empresas de comunicação estão preparadas tecnologicamente para atender o cliente?

Sim, mas costumo dizer que não podemos ter preconceitos com mídias ou canais. Hoje, o modelo de negócio das agências de comunicação é totalmente diferente. Novas empresas especializadas em serviços para a internet surgiram, bem como companhias focadas em marketing direto. O que uma empresa de comunicação contemporânea tem de ter hoje é a visão estratégica do todo. Analisar o problema comunicacional de seu cliente e propor soluções mais acertadas e eficazes, ações below the line. Acredito que quem tem este mesmo raciocínio continua obtendo lucros e atendendo bem.

Pelas vantagens apontadas, podemos dizer que os setores estratégicos vão se popularizar mais daqui para frente?

Percebemos que a necessidade de demanda por serviços de planejamento e gestão estratégica de marketing por parte das micro e pequenas empresas aumenta a cada ano. Isso acontece porque, por um lado, a competitividade tem aumentado grandemente nos mais diversos setores e, por outro, temos um consumidor mais exigente, acostumado a conviver com opções diversas de produtos e serviços. O mercado publicitário brasileiro registrou um aumento de faturamento de quase 7% no ano passado. Este ano, a expectativa é que haja um aumento maior por conta dos negócios gerados pela Copa do Mundo e das verbas para campanhas políticas.