[huge_it_slider id="4"]

Novo disco da banda traz uma fase mais madura, romântica e politizada;
Em apenas um mês o grupo já vendeu quase 50 mil cópias físicas do álbum

O grupo em ‘pose’ para fotos do novo disco “Feed The Machine”
(Foto: Daily Hive)

*Crítica Musical
*Jornalista (JP)
*Felipe de Jesus
*💿Avaliação do álbum: Quatro estrelas

*💿Avaliação máxima: Cinco estrelas

 

Parece que foi ontem, mas já fazem 15 anos que comprei o disco “Silver Side Up (2001)”, responsável pelo sucesso mundial da banda canadense Nickelback. Lembro claramente que na época vários grupos com timbre de voz e som bem parecido ao do “Pearl Jam” estavam surgindo, mas todos bem distantes do conhecido estilo “Grunge” que marcou os anos de 1990. O Nickelback também foi uma dessas bandas, no entanto, diferentemente dos demais grupos que surgiram na mesma época, o grupo se manteve firme nas paradas musicais e de álbum em álbum eles chegaram a “Feed The Machine (2017)”, 9º disco de estúdio lançado em junho desse ano. Além das novas músicas mais maduras e com letras mais conscientizadoras e políticas, a capa do disco acompanha essa temática mostrando como os grandes líderes também são manipulados para comandar e iludir as massas. O grupo já vendeu mais de 50 milhões de álbuns ao redor do mundo e quase 50 mil cópias físicas de “Feed The Machine” em apenas um mês de lançamento.

 Capa do novo disco que já vendeu cerca de 50
mil cópias em apenas um mês de lançamento
(Imagem: Reprodução)

 

O novo álbum traz 11 faixas bem trabalhadas, entre elas: Feed The Machine; Coin For The Ferryman e as quatro: Song On Fire; After the Rain; Silent Majority e Every Time We’ Re Togheter (que são as minhas preferidas do disco). Diferentemente dos álbuns anteriores, “Feed The Machine” traz uma pegada mais pesada a começar pela bateria que passa bem distante da tão criticada “bateria eletrônica” utilizada no álbum “Silver Side Up (2001)”, um dos discos mais vendidos da banda chegando às 800 mil cópias através das canções How You Remind Me e Too Bad. Além da bateria, o novo álbum traz riffs bem mais pesados e já executados sutilmente no álbum anterior “No Fixed Address (2014)”, não tão conhecido, mas bem cotado pela mídia. Em entrevista coletiva a imprensa internacional, o vocalista Chad Kroeger disse que o álbum realmente trás um som diferenciado dos demais discos. “Este álbum é definitivamente mais pesado num todo, em comparação a muitos dos nossos álbuns anteriores. Regressámos a algumas das nossas raízes e estamos felizes quanto a isso”, disse o cantor que também complementou afirmando que a banda tem experimentado novos sons para chegar ao resultado dos últimos álbuns. “Estamos sempre a divergir em várias direções e a experimentar coisas novas, mas neste álbum em concreto, a sonoridade é mais agressiva”, declarou.

Vendagens e Billboard: Por se tratar de uma época onde álbuns físicos vendem pouco e apenas os fãs mais aficionados por música fazem questão de comprar, Feed The Machine surpreende, pois em apenas um mês de lançamento o grupo vendeu quase 50 mil cópias do novo disco impulsionadas por duas canções que já estão estouradas nas rádios: “Feed The Machine” e “Song On Fire” que traz uma letra bem romântica de acordo com o vocalista Chad Kroeger. “Todo mundo sente a necessidade de amar ou ser amado, mas todos nós já fomos magoados ou sofremos alguma perda. Há uma finalidade universal e assombrosa de perder o amor e tem o ‘nosso protagonista’ [nesta canção] tentando recuperá-lo, mas não ele sabe por onde começar ou talvez isso tudo pode ser em vão”. Prova do sucesso do novo disco pode ser visto também no “Top 5 da Billboard”, já que a banda figura entre os artistas mais tocados e requisitados pelos fãs.

Pelo Brasil: O Nickelback deve passar pelo Brasil ainda em 2017 e a promessa foi feita pelo Twitter da banda no final de 2016. A última passagem deles pelo Brasil foi durante o Rock In Rio quando eles abriram um show para o Bon Jovi em 2013. A turnê de Feed The Machine começou no dia 23 de junho e deve passar com toda certeza por alguns países e claro que o Brasil não será descartado pelo grupo. Avalio o disco em ‘quatro estrelas’ porque mesmo se passando quase 20 anos de carreira, a banda contínua na linha que sempre propuseram para o seu público: romantismo e Rock And Roll de primeira qualidade. Se você ainda não escutou o novo álbum “Feed The Machine”, ouça com vontade porque são 43 minutos ganhos a favor da boa música. Até a próxima coluna.

Assista ao clipe de ‘Feed The Machine’: