A análise de risco de qualquer negócio do setor industrial não deve deixar de considerar a segurança energética como item indispensável à garantia da sua estabilidade operacional e financeira. Uma simples queda de energia elétrica pode comprometer o cumprimento de prazos com clientes, causar prejuízos incontornáveis e abalar o nome de importantes marcas no mercado. Para algumas transações comerciais internacionais, por exemplo, há normas que obrigam as empresas a considerarem esse item nos seus planos de prevenção.

E, se por um lado garantir a perenidade das fontes de eletricidade de um negócio significa credibilidade; por outro, ela tende a se refletir também na redução de gastos. O uso eficiente de energia traz a necessidade de se reavaliar custos e eliminar desperdícios. 

O aluguel de geradores, por exemplo, é opção eficaz e viável financeiramente e, por isso, muito utilizada por quem quer diminuir a dependência do fornecimento de energia elétrica das concessionárias, ainda que parcialmente. Nos horários de pico, geralmente as tarifas de energia são mais altas e os equipamentos acabam reduzindo as despesas desses períodos.

Há operações complexas e importantes para a economia do país e até para a vida da população, que não podem estar sujeitas às possíveis instabilidades do sistema nacional. Na falta de energia, os geradores assumem a operação mantendo o funcionamento das atividades-fim, independente do perfil e do porte da empresa.

Com essa medida preventiva, os equipamentos garantem integralmente o fornecimento e diminuem os contratempos oriundos de qualquer oscilação.

Para as companhias com atividades situadas onde as concessionárias não chegaram, longe das linhas de transmissão ou em área remotas, o uso da energia temporária é imprescindível.

O nível de criticidade varia e deve ser adequado a cada caso, mas contar esse recurso é um diferencial para qualquer tipo de negócio. Quanto maior o risco energético, mais chances de surgir crises e de perder capital; e, consequentemente, menor a competitividade. As empresas precisam estar preparadas. Garantir funcionamento contínuo pode ser mais vantajoso do que alguns minutos de linha de produção paralisada. Um megaevento inviabilizado pela falta de energia pode desencadear críticas que levam do sucesso ao fracasso uma reputação arduamente construída há anos.

Especificidades dos negócios

É consenso que a energia temporária é primordial diante de uma concorrência cada vez mais preparada e ágil, mas as peculiaridades de cada negócio demandam atenções específicas na hora de buscar esse serviço.

Na indústria petrolífera, por exemplo, o alto custo inviabiliza a interligação das plataformas de petróleo ao sistema nacional, pois estão instaladas a longas distâncias do litoral, em alto mar. A energia necessária para fazer essas grandes unidades funcionarem vem da sua própria produção.

No entanto, há soluções direcionadas aos contextos on e offshore como o fornecimento de equipamentos mais leves e compactos, capazes de produzir a mesma energia com menos combustível. Esses geradores não precisam ser desmontados para transporte, apenas içados, reduzindo os custos com logística.

O agronegócio também é impactado com a falta de energia elétrica, o que afeta criticamente toda a cadeia que move essa indústria. Além das distâncias, consideram-se aqui fatores climáticos como chuvas, ventanias e raios que deterioram as redes de transmissão, quando essas chegam às fazendas. Para esse ramo fundamental da economia do país, contar com sistemas alternativos de energia é a única opção de prosperar.  

A construção civil depende do fornecimento de geradores de variadas potências para manter a iluminação de canteiros, alojamentos e refeitórios, e garantir a produtividade e a eficiência de obras de portes que vão do pequeno ao grande. Especialmente na fase inicial dos projetos, os geradores e bancos de carga acabam sendo a melhor solução para garantir energia aos canteiros.

Já as linhas do setor automobilístico chegam a operar ininterruptamente 24 horas por dia, o que inclui períodos de pico de demanda, com processos fundamentais como soldagem, refrigeração e pintura de carros. E, de novo, isso também demanda soluções muito focadas à sua realidade.