Por Vivian de Assis

Começo narrando um trecho da poesia do José de Carlos Drummond de Andrade. Não por querer, mas e agora? Como será? E a política Brasileira como vai? Não sei, pois é, mais uma caixa de pandora! Nunca se sabe o que irá sair de lá. Mas boa coisa não é!

E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, você?
você que é sem nome,
que zomba dos outros,
você que faz versos,
que ama, protesta?
e agora, José?

E o Impeachment? É, aconteceu novamente, já somos Bi, será que vamos para o tri? Não duvido!

Que bom seria se levassem a sério a nação e sua constituição, assim, não viraríamos piada mundial, e ainda com ou sem nenhuma credibilidade econômica, e o que dizer da política?

Não posso exagerar, mas viramos chacota mundial e nunca se falou tanto no Brasil, mas não pela violência crescente, assunto velho. E sim pela política ridícula realizada para defender poderes particulares, financiados pelo dinheiro público, a favor dos governantes com tantos casos de corrupção!

É, a verdade doi, e muito! E o nosso futuro? Depois de mais um circo televisivo da semana passada? Bobo daquele, desinformado, sem educação que acha que iremos para uma nova era. Era de quê?

Como doi saber que os palhaços de Brasília irão usurpar ainda mais nossos direitos e eles vão se enriquecer ainda mais, com suas políticas sujas, que passam nos esgotos da cidade. E fedem, mas nem todas as cidades têm esgoto. Então ninguém sentirá o cheiro, somente verá no noticiário ou mesmo lerá na internet, mais um caso de corrupção.

E só!

E como comecei, termino com mais um trecho da poesia Jose de Carlos Drummond de Andrade.

…Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja a galope,
você marcha, José!
José, para onde?

*Vivian de Assis é mineira e  jornalista.