Tudo indica e parece confirmar: as candidaturas Délio Malheiros e João Leite, foram decididas em rearranjo de última hora entre o atual prefeito Márcio Lacerda e o senador Aécio Neves, com protagonismo do Anastasia. Ou seja, João Leite e Délio são a mesma coisa. Este é o plano do PSDB do Aécio, ganhar com um ou com o outro.

O cenário da disputa em BH é de pôquer: pura jogatina. Faz parte do quadro de desconstrução da busca da racionalidade política de um mundo contemporâneo, em torno de valores civilizatórios que respeitem a qualidade de vida urbana para todos. Velhas oligarquias corruptas e antipopulares aliadas a tecnocratas atravessam o processo na esteira da queda do governo do PT que não correspondeu ao que dele se esperava em sua fundação.

Outras candidaturas podem estar sendo também articuladas para atenderem outros objetivos conjuminados. Com destaque para o empresário KALIL, ex-presidente do Atlético, que vem com discurso populista tipo Galo na Véia. Vem palatável e sem resistência, seja da parte do PSDB seja do governador Pimentel. O PT influi muito na Rede aqui, que indicou o vice de Kalil, ex-deputado do PT. Uma outra candidatura PT/PC do B, disputa a sobrevivência dessas duas siglas. Não há nenhuma candidatura que tenha a bandeira do meio ambiente urbano. De um ponto de vista de politicas urbanas e culturais alternativas se destaca o PSOL.

Ainda não dá para prever as tendências. Esta eleição municipal se politiza, se estadualizando e se nacionalizando. Uma derrota dos candidatos preferidos de Aécio e PSDB significa repercussão negativa para 2018. Há forte rejeição ao PSDB e ao PT no conjunto da sociedade. E com o velho esquema eleitoral, quase zero as esperanças de alguma mudança.

Por:

Jornalista Félix Junior