O estado de saúde da ex-primeira dama Marisa Letícia Lula da Silva, esposa do ex-presidente Lula, sofreu um sério agravamento na noite da terça-feira, 1º.

Agora há pouco, por volta das 23h30, o cardiologista Roberto Kalil Filho, que chefia o grupo de especialistas que acompanham dona Marisa, falou com um grupo de jornalistas, em que estava Brasileiros no hall de entrada do hospital Sírio Libanês. Ele disse que Marisa apresentou uma piora do estado cerebral desde o final da tarde da terça-feira e que seu quadro é irreversível.

Marisa está internada na unidade de terapia intensiva do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, desde o dia 24, quando sofreu um derrame cerebral (AVC). Segundo Kalil, ela chegou ao hospital consciente e sobreviveu bem, mas as consequências do AVC foram muito profundas.

“O fluxo cerebral, que estava preservado hoje de manhã não existe mais. Há uma atividade cerebral minima por conta da sedação”, disse o médico. Ele informou que aparelhos que mantém a vida estão ligados e os medicamentos estão sendo dados. Os médicos não estão seguindo o protocolo de morte cerebral e aguardam o óbito. “É questão de horas”, disse Kalil.

O cardiologista, que é amigo pessoal do ex-presidente e de Marisa Letícia, disse ainda que Lula esteve otimista o tempo todo. Lula e familiares estão no centro médico. Amigos como o ex-prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho, e o professor Luisinho, do PT, começam a chegar.

Na segunda-feira (31), Marisa se mantinha estável e a junta médica havia retirado a sedação para ver como a ex-primeira dama reagiria.

Segundo explicou o cardiologista, Marisa voltou a receber sedativos fortes no começo da noite de terça por causa do edema (inchaço) cerebral associado ao aumento da pressão intracraniana. Os médicos detectaram também a ocorrência de vasoespasmos, situação em que as artérias cerebrais se fecham, dificultando a circulação sanguínea, o que compromete a oxigenação cerebral.