São Francisco, EUA. Cinco empresas, entre elas a gigante da internet Google, o serviço de carros com motoristas particulares Uber e a montadora Ford, lançaram uma associação que pretende atuar junto aos legisladores para impulsionar a entrada dos carros autônomos sem motoristas no mercado norte-americano. Entre os membros da nova “Coalizão de Carros Autônomos para Ruas Mais Seguras” estão também o Lyft, principal concorrente norte-americano do Uber, e a fabricante de automóveis Volvo.

Seu objetivo é “trabalhar com os legisladores, os reguladores e o público a fim de aproveitar vantagens – em termos de segurança e para a sociedade – dos veículos autônomos”, segundo um comunicado.

“Para essa inovação, o melhor é ter uma normativa federal clara, e a coalizão trabalhará com os legisladores para encontrar soluções que facilitem a locomoção de veículos autônomos”, comentou David Strickland, porta-voz da nova associação e ex-chefe da Administração Nacional de Segurança de Tráfego em Rodovias dos Estados Unidos, agência que está definindo as diretrizes para os veículos autônomos no país.

O Google, assim como outras empresas do setor de tecnologia, há vários anos trabalha com o desenvolvimento de veículos autônomos. Em 2014, a empresa lançou o protótipo de seu próprio carro sem pedais, nem volantes, que se locomove sozinho.

Impasses. A agência dos Estados Unidos para segurança no trânsito (NHTSA) já considerou que o software baseado em inteligência artificial dos carros autônomos pode ser considerado como seu motorista. A NHTSA assumiu essa posição em uma carta publicada em fevereiro, em resposta a pedidos de esclarecimento do Google sobre como a legislação existente deve ser interpretada.

Por uma série de regras de segurança que os carros devem cumprir para serem autorizados a circular nos Estados Unidos, a NHTSA confirmou que o sistema de inteligência artificial que controla automaticamente o carro “é o motorista”.

Esta interpretação é positiva, mas não esclarece todas as incertezas sobre o assunto. Em especial, não regula o fato de como o Google pode certificar que seu carro sem motorista respeita as normas de segurança. Uma eventual adoção em maior escala vai exigir regulamentar a responsabilidade em caso de acidente, entre outros.

Flash

Já bateu. No último dia 14 de fevereiro, um carro sem motorista colidiu com um ônibus em baixa velocidade. O Google admitiu que o software foi parcialmente responsável.