Empresas e marcas estão investindo em ambientes que proporcionem experiências diferenciadas aos consumidores. A ideia é que o cliente vivencie os espaços de forma conectada e sensorial


Nesta clínica de dermatologia, o arquiteto Júnior Piacesi trabalhou a dualidade do sol e da noite. A logomarca, criada junto com o projeto, retrata o sol. O conjunto arquitetônico surpreende positivamente os clientes. Foto: Gustavo Xavier

Clientes querem cada vez mais ser tratados de forma personalizada, vivenciando junto com empresas e produtos os próprios sonhos, fantasias e emoções. É a chamada Era da Experiência, na qual se destacam marcas e organizações capazes de se conectar aos consumidores estimulando-os a apreciar o melhor da vida. A arquitetura é um das responsáveis por despertar experiências únicas ao desenhar e executar as sensações humanas nos ambientes.

De acordo com o arquiteto Júnior Piacesi, empresários perceberam que a experiência está ligada ao relacionamento e fidelização do cliente. Além disso, segundo o profissional, projetos comerciais pensados para criar estímulos ao cliente ajudam a conceituar as marcas.

É justamente na construção desses conceitos que a arquitetura contribui, formando o laço com o consumidor. “A arquitetura tira partido de cores, iluminação, cheiro, texturas e sons. Experiência está ligada a sensações do cliente naquele espaço”, afirma Júnior Piacesi.

A Era da Experiência é resultado da famosa Era da Informação, na qual os consumidores conheceram lugares diferentes, puderam ver e visitar espaços do mais diversificados, mesmo que virtualmente. Isso altera a forma como a arquitetura planeja os ambientes e influencia os projetos atuais. “O cliente mudou, porque hoje tem acesso a tudo. Pode viajar e conhecer culturas diferentes e, ao estar de volta ao seu país, não aceita mais algo simples. Querem ser surpreendidos. Tendo conhecimento desse novo perfil do consumidor, os empresários solicitam projetos fora da curva. Um local que surpreenda esse cliente de maneira que ele se sinta motivado a voltar e indicar o local aos seus amigos”, explica Júnior Piacesi.

Os “projetos fora da curva” exigem dos arquitetos um conhecimento profundo dos espaços urbanos e das relações sociais que se configuram nos ambientes. “É preciso muita pesquisa, estudo sobre o comportamento do consumidor e sobre a empresa. A partir dessas informações cria-se algo novo, muitas vezes, com elementos que já trabalhamos. Porém, esses elementos ganham contornos diferenciados sob um novo olhar e surpreendem a todos”, conclui o arquiteto.