Um motorista que presta serviço para o aplicativo Uber teve o carro apedrejado, na madrugada deste sábado (23), na porta de uma boate do bairro Estoril, na região Oeste de Belo Horizonte. Um das passageiras ficou ferida.

De acordo com o boletim de ocorrência da Polícia Militar, o motorista contou que, após um chamado, seguiu para a casa noturna, localizada na avenida Raja Gabaglia, e ficou esperando pela solicitante.

Nesse momento, as duas passageiras apareceram. Quando elas se preparavam para entrar no veículo, ele começou a ser apedrejado. Uma das pedras atingiu o queixo de um das mulheres. Com medo, ela foi embora antes da chegada dos militares.

Ainda na versão do motorista do Uber, um taxista teria arremessado as pedras. Um outro teria, inclusive, comemorado as agressões. Policiais fizeram rastreamento na região, mas nenhum suspeito foi identificado ou localizado.

O presidente do Sindicato de Condutores Autônomos e Taxistas de Belo Horizonte (Sincavir), Ricardo Faeda, informou que o sindicato é contra qualquer tipo de violência e agressão e que não dá respaldo para atitudes como essa.

Já a assessoria do Uber respondeu, por meio de nota, que considera inaceitável o uso de violência. “Todo cidadão tem o direito de escolher como quer ser mover pela cidade, assim como o direitos de trabalhar honestamente”, disse, ainda.

Cadastramento

Com a regulamentação da Lei 10.900, que obriga motoristas do transporte de passageiros  a se credenciarem junto a BHTrans no dia 2 de abril, a fiscalização em cima dos motoristas do Uber começa no dia 17 de maio. Este foi o prazo previsto para os motoristas regularizarem sua situação. A lei foi motivada por protestos e pressão dos taxistas, que viam no serviço oferecido pelo aplicativo Uber uma “concorrência desleal”.

Quem for pego oferecendo o serviço fora do que é exigido pela nova lei pode ser multado em R$ 30 mil, sendo que a reincidência faz dobrar o valor.

Guerra de aplicativos

Os táxis de Belo Horizonte também conta com aplicativos como o “Easy Taxi” e o “99Taxis”. Mas além destes e do Uber, um novo aplicativo chegou ao mercado de Belo Horizonte neste mês. Se trata da startup indiana “WillGo”, que já opera em São Paulo e no Rio.

O novo aplicativo chega com a promessa de oferecer uma frota diversificada de veículos, que inclui, além dos modelos populares e de luxo, utilitários, blindados e até motos, para serviço de entrega de documentos e pequenos objetos.

A chegada da empresa vai ampliar a gama de ofertas aos usuários e também a tensão com os 38 mil taxistas da cidade. Com mais de 4 mil carros cadastrados, a WillGo pretende buscar parceiros com base em um modelo de negócio estruturado na cobrança de mensalidade. O preço está fixado em R$ 350 mensais, independentemente do número de viagens feitas no período.

O download do aplicativo ainda não estão disponível para iPhone. Por enquanto, a recomendação da empresa é baixar pela sistema Android. Mas o processo ainda é lento e, às vezes, não completa. No site da WillGo, usuários também reclamam do tempo de espera. Há casos em que a demora passa de 40 minutos. Segundo a empresa, o serviço está no início, por isso, há o registro desses problemas.