Um advogado, de 33 anos, foi detido no escritório onde trabalha no bairro São Bento, região Centro-Sul de Belo Horizonte, suspeito de encomendar 1,5 kg de maconha apreendido dentro da mochila de um passageiro do Uber. A ocorrência policial registrada na tarde de terça-feira (4) teve início após militares interceptarem um carro com vidros escuros na avenida do Contorno, na altura do Viaduto Helena Greco. Dentro do veículo, estavam um motorista particular e um usuário do popular aplicativo de transporte.

Um áudio gravado pelo profissional que trabalha com o Uber viralizou pelo WhatsApp. O Jornal conversou com o motorista que transportou o passageiro detido com a maconha. “Eu não imaginava que ele estava com essa droga, mas estranhei a postura e o trajeto que queria fazer. Em um determinado momento, quando paramos em uma casa no Lagoinha, ele pediu para combinarmos parte da corrida por fora. Ainda bem que não aceitei e fiz questão de usar o aplicativo. Os militares viram no meu celular que estava trabalhando e não tinha relação nenhuma com o rapaz”, relatou.

 

Segundo o motorista, o passageiro, de 27 anos, ficou muito nervoso ao perceber que o veículo seria interceptado pela viatura da Polícia Militar (PM). “Eu encostei e saí do carro. Ele estava com a mochila no colo e se negou a abrir a porta. Os policiais tiveram que tirá-lo à força e encontraram a maconha”, detalhou.

Ao interrogar o passageiro, os militares descobriram que a droga seria entregue para um advogado no São Bento. Segundo a PM, o telefone do suspeito tocou diversas vezes durante a abordagem. No celular, os policiais encontraram uma troca de mensagens com o homem que receberia a droga. Ele teria pago R$ 1,7 mil pelo tablete apreendido na mochila.

Os militares seguiram para o escritório do advogado, que fica no endereço marcado para a entrega. O suspeito de encomendar a droga foi detido. No boletim de ocorrência, policiais ressaltaram que o homem ainda afirmou diversas vezes que era amigo de coronéis da PM e filho de um desembargador do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).

O advogado, o passageiro do Uber e um homem suspeito de fornecer a maconha negociada foram levados para a Central de Flagrantes II, localizada no bairro Floresta.

Apoio jurídico

No áudio que viralizou no WhatsApp, o motorista do Uber reclamou da falta de apoio jurídico da equipe do aplicativo. “Eles normalmente prestam esse auxílio. Não entendi o que aconteceu. Fiquei mais de dez horas na delegacia sem nenhuma orientação”, reforçou.

A reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa do Uber que informou que encaminhará um posicionamento oficial ainda na tarde desta quarta-feira (5).

Fonte: site BHAZ