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Vinicius-Lages-2-1Ministro do Turismo Vinicius Lages: “É um segmento importante e que pode se tornar
um dos maiores motores da economia brasileira” (Foto: Mtur)

*Felipe José de Jesus (JCE)

A música sempre esteve no coração dos brasileiros e essa paixão tem atraído grandes shows e movimentado milhões na economia brasileira. De acordo com levantamento da Global Entertainment And Media Outlook 2014-2018, da Consultoria de Negócios PwC, divulgado pelo Ministério do Turismo (Mtur), a expectativa é que o consumo de shows, no Brasil, cresça 39% até 2018. O mercado que faturou R$ 357 milhões em 2013 pode ultrapassar a marca dos R$ 496 milhões daqui 4 anos e gerar mais de 40 mil empregos diretos e indiretos. Inclusive aquecendo a economia que, conforme especialistas está negativa.

O ministro do Turismo, Vinicius Nobre Lages, diz que o país vem se consolidando cada vez mais no cenário de eventos musicais, já que antes ele era dominado por países estrangeiros. Fora isso, ele lembra que o comércio lucrou bastante com a Copa do Mundo e vai ganhar ainda mais. “O Brasil consolidou sua posição entre os países que sediam grandes shows nacionais e internacionais. Hoje, somos o segundo maior mercado de shows na América Latina. Estamos atrás apenas do México”.

Ele acrescenta ainda que a cada grande evento, brasileiros e estrangeiros se deslocam pelo país e movimentam hotéis, pousadas, bares e restaurantes, o que eleva o faturamento desses pontos. Segundo a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), durante a Copa, o setor de bares e restaurantes lucrou mais de R$12 bilhões em todo o país.

Em relação ao R$ 1 bilhão gasto em infraestrutura no Mundial, já que outros setores como a saúde e a educação pouco foram lembrados, Lages afirma que o turismo precisava disso. “Quando se tem infraestrutura fica mais fácil e é o que tem acontecido no Brasil. O turista vem para cá, se diverte e gasta, já que o seu poder aquisitivo é realmente diferenciado”. Ele conta que o Brasil teve uma melhoria substantiva na questão da infraestrutura para eventos e que esta é uma área que pode crescer muito. “Um dos legados da Copa foi com a construção e a ampliação das arenas, que estão mais preparadas para receber shows, ou seja, teremos mais turistas daqui para frente”, acredita.

shows O Brasil vem sediando diversos shows internacionais e lotando os estádios
(Foto:www.nopatio.com.br)

 

Resultados >>

Para o ministro, a grande prova de que o setor vem dando certo e que trará cada vez mais frutos para a economia, está em São Paulo. “O local é um dos principais destinos de shows no Brasil e já colhe os benefícios dos grandes festivais de música. A segunda edição do Lollapalooza, em 2013, injetou R$ 60 milhões na economia da capital paulista e atraiu 167 mil pessoas, de acordo com pesquisa realizada pelo Observatório de Turismo de São Paulo. A maior parte do público, (58%) não mora na cidade e boa parte se hospedou em hotéis ou flats (37%) e na casa de amigos e parentes (32,1%)”.

Já em relação aos lucros, a especialista em entretenimento da PwC, Gardenia Rogatto, confirma que o montante a ser arrecadado com o mercado de eventos no Brasil pode ultrapassar o esperado. “Se considerada a publicidade, essa quantia com certeza pode subir para R$ 616 milhões. Megaeventos como a Copa colaboram para consolidar o país na rota dos shows e festivais, além de um maior acesso às informações por meio da internet”, acredita.

 

Mercado >>

Quem também espera faturar com o setor são as empresas envolvidas no suporte de eventos. O diretor comercial e de marketing da A Geradora, (empresa que trabalha com geradores de energia, torres de iluminação e compressores), Candido Terceiro, espera aumentar os ganhos. “A companhia pretende faturar cerca de R$ 250 milhões neste ano, montante 12% superior ao registrado em 2013, que foi de R$ 226 milhões. Para atingir o objetivo serão investidos cerca de R$ 50 milhões até o fim do ano”.

Candido aposta na qualidade para expandir. “O trabalho que nós desenvolvemos na Copa comprova que não há necessidade de busca por empresas estrangeiras para eventos de grande porte realizados no Brasil, pois estamos tecnicamente habilitados para oferecer energia e climatização. Nosso próximo desafio será as Olimpíadas Rio 2016”.

Lages para finalizar falar sobre quantos empregos poderão ser gerados até 2018. “A estimativa é que a última edição do Festival de Verão de Salvador tenha gerado 21 mil empregos diretos e indiretos, de acordo com a organização do evento. O Rock in Rio também movimentou a economia dos lugares por onde passou. Foram gerados mais de 138 mil empregos ao longo dos 28 anos de existência. Então, até 2018, os números poderão ser mais expressivos. Estamos falando de um segmento muito importante e que pode se tornar um dos maiores motores da economia brasileira”, conclui.