Show sela lançamento do álbum

‘Anti-Heróis Dançando a Vida’ ; 
Rita Lee, Mutantes, Gilberto Gil, 
Caetano Veloso e Gal Costa 
foram lembrados no show

Foto: Reprodução Facebook Grupo Nem Secos

 

Por Felipe de Jesus/Grupo Balo

Um dos nomes mais representativos do cenário musical brasileiro, o “Secos e Molhados” é homenageado até hoje pelo “Nem Secos”, grupo mineiro que completou 15 anos de carreira e que produz um vasto material autoral. Fiéis a originalidade do som e das músicas cantadas por Ney Matogrosso, eles fizeram uma apresentação única na última sexta-feira (19), no Teatro Francisco Nunes, em Belo Horizonte. O show que sela também o lançamento  disco “Anti-Heróis Dançando a Vida” trouxe participações especiais de  amigos, como, Alexandre Mestiço, Gustavo Maia e Bercide Lima (ex-integrantes do grupo). Além deles, Pablo Campos (baterista) e o músico Sérgio Pererê.

Para harmonizar ainda mais o show, o Nem Secos, formado pelo time de músicos com Carlos Linhares – Baixo e voz, Carolina Claret – Voz,  Leonardo Clementine – Guitarra e voz e Luã Linhares – Teclado e voz, trouxe especialmente para o público um palco bem ornamentado com várias plantas, algo bem Tropicalista. Com muita alegria, eles iniciaram o show tocando “Amor (1973)”, um dos grandes sucessos do álbum de estreia do Secos e Molhados. Outro grande hit foi tocado sem seguida e bem acompanhado pelo público. “Balada do Louco” (sucesso dos Mutantes, com Rita Lee) foi magistralmente interpretado por eles. Ao som de órgãos e guitarra, a canção empolgou o público.

Dando sequência ao show, eles cantaram “Patrão Nosso de Cada Dia (1973)” do Secos e Molhados. Quem não se lembra do refrão? “Eu já não sei se sei. De tudo ou quase tudo. Eu só sei de mim. De nós. De todo o mundo”. Com uma pausa “ensaiada e arquitetada” os integrantes do grupo brincaram com o público para dar entrada na música “On The Rocks”, mais um grande sucesso da carreira solo de Rita Lee. “Ela Cortou Curtinho” sucesso do grupo Nem Secos também foi apresentado para o público com direito a performance de  integrantes da banda no palco. Com direito ao “coro” dos presentes, eles tocaram em seguida a progressista, “A Seita que Não Aceita” e convidaram os fãs para o refrão. “Eu vou fundar uma nova seita que não aceita ninguém com mais uma ideia pronta”.

Participações e homenagens

Trazendo grandes participações, o Nem Secos convidou dois amigos que fazem parte do novo disco “Anti-Heróis Dançando a Vida”. Gustavo Maia e Berci de Lima subiram ao palco para animar ainda mais. Na canção “Dançando a Vida” eles convidaram o público para uma vibe coletiva. Em seguida eles fizeram uma linda homenagem ao amigo Vinicius Maia que se foi, mas, que deixou uma linda obra no Nem Secos. Sérgio Pererê, um dos grandes nomes da música mineira também fez parte das comemorações do novo álbum do Nem Secos. Lembrando da morte de Môa do Katendê por intolerância política neste ano, ele cantou no palco do Francisco Nunes, “Domingo no Parque”, sucesso de 1968 de Gilberto Gil. Com uma apresentação incrível e comovente, ele arrancou palmas do público. “Big Bang”, música do Nem Secos, foi tocada também. A letra é bem animada e ao mesmo tempo bem analítica sobre as questões que cercam o fim do mundo.

Diversidade e Carnaval

Pelo direito da livre expressão e liberdade de escolha sexual, o grupo tocou “Nem Rosa Nem Azul” que traz uma mensagem bem positiva a respeito da diversidade. Com a ideia do respeito às escolhas, eles levantaram o público como se fosse uma incrível festa de Carnaval. Com muita alegria, o Nem Secos terminou o show no Teatro Francisco Nunes, aliás, característica que faz deles um dos nomes com tamanha aceitação do público e destaque no cenário musical brasileiro. Para os que quiserem ouvir a nova obra dos mineiros, o CD “Anti-Heróis Dançando a Vida” já está disponível nas plataformas digitais do Deezer e Spotify.