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*Paulo Leonardo
A Jordânia é uma espécie de “Suíça do Oriente Médio”. Isso porque, apesar de ser considerado como parte da Palestina e de sua população ser essencialmente muçulmana, o país não se intromete no velho conflito entre Israel e Palestina. Não raro, serve de palco para negociações de paz, por serem tradicionais intermediários entre os países árabes vizinhos (como Síria, Iraque e Egito) e as potências ocidentais, com as quais mantém relações bastante tranquilas.
Em tempos de tensão no Oriente Médio, a Jordânia é um oásis de tranquilidade. E, como se não bastasse, é um dos mais fascinantes destinos turísticos do mundo. As milenares Petra (a cidade que ficou perdida por sete séculos), Amã (a capital, com sua acrópole romana), Gerash (maior conjunto de ruínas romanas fora da Itália), Dana, Aqaba e Madaba recebem turistas de todos os continentes, que encontram nessa antiga colônia britânica um povo muito receptivo e caloroso. De quebra, o inglês é uma das línguas oficiais, o que facilita bastante a comunicação praticamente em qualquer lugar do país.
E um dos lugares mais visitados da Jordânia são as margens do Mar Morto. Considerado o ponto mais baixo da Terra (427 metros abaixo do nível do mar), o Mar Morto é, na verdade, um gigantesco lago de água salgada, alimentado, em boa parte, pelo legendário Rio Jordão. Sim, o mesmo Rio Jordão onde Jesus foi batizado por São João Batista.
Aliás, fica ali perto o local do batismo de Jesus (Baptism Site), bem na fronteira com Israel. Tanto que os dois países meio que “disputam” o privilégio de ter sido o local onde Jesus foi batizado.
Muito luxo
Às margens do Mar Morto, encontramos resorts luxuosos, verdadeiros oásis de luxo, lazer e entretenimento. Os mais famosos (e mais caros) são o Mövenpick Resort Dead Sea, o Kempinski Hotel Ishtar Dead Sea, o Marriott Dead Sea Resort e o Crowne Plaza Jordan Dead Sea.
Mais afastado um pouco, nas montanhas onde está a estrada entre Amã e o Mar Morto, está o exclusivo Evason Ma’In Hot Springs.
Todos esses resorts têm em comum o alto padrão de seus apartamentos e suítes, os serviços de alto nível e a gastronomia diferenciada, que valoriza a culinária árabe e também a internacional.
O entorno do Mar Morto é extremamente quente, mas – acredite – o sol não queima a pele! Isso porque, como a região está bem abaixo do nível do mar, a radiação solar chega até os banhistas bem mais fraca.
Esta viagem mágica pode passar de R$ 12 mil para o casal
Para chegar à Jordânia, é uma longa jornada. De São Paulo, é possível pegar voos da Emirates (via Dubai) e da Turkish (via Istambul) para Amã. O voo da Emirates (14h30 de voo até Dubai, 8h30 de conexão em Dubai, mais 3 horas de voo até Amã) é o mais procurado ultimamente. Passagem ida e volta GRU-AMM (com conexão em Dubai) a R$ 3.838,89, mais R$ 230,58 de taxas, totalizando R$ 4.069,47 por pessoa. No site Expedia.com, um pacote com passagem aérea e oito noites de hospedagem no Mövenpick sai por R$ 6.337 por pessoa.