O Centro da capital ganhou vida nas primeiras doze horas da quarta edição da Virada Cultural de Belo Horizonte. A região recebeu atrações em torno de palcos de rua, praças, teatros e centros culturais.

Confira aqui como foi a cobertura em tempo real das atraçõesd da Virada Cultural de BH 

 

O rapper paulista Dexter abriu o show na Praça da Estação, o primeiro desta Virada, com Oitavo Anjo. No caminho para BH, ele postou foto nas redes sociais.

 

Em seguida, foi a vez do público conferir no palco principal da Virada Cultural, o rapper Flávio Renegado. A afirmação do rapper mineiro  (“Nunca vão calar a voz do povo”) é uma referência indireta à chamada polêmica da cláusula oito do contrato firmado entre a Prefeitura de Belo Horizonte e artistas contratados para se apresetnar na Virada. A cláusula veta manifestações de cunho político por parte dos artistas, em obediência à legislação eleitoral, segundo a Prefeitura. Muitos artistas viram no gesto uma tentativa de censura.

 

Outro rapper que se apresentou na Praça da Estação foi o Criolo. Ele defendeu o amor e as boas energias contra o baixo-astral do Brasil. O público gritou Fora Temer

 

O protesto contra o cenário político brasileiro ganhou força em vários espaços das atrações a Virada

 

 

Ainda no Centro, mas do outro lado da Avenida Afonso Pena, o Grande Teatro do Sesc Palladium recebeu o Teat(r) Oficina Uzyna Uzona, que encenou para dar um FIM NO JUÍZO de deus. A montagem, com elementos de escatologia e muita alegoria, levou ao palco e plateia do espaço uma peça de Antonin Artaud, escrita para o rádio na década de 1940.Nela, discute-se a verdade e a existência de Deus diante do juízo final. A procura pelo espetáculo foi grande.

A companhia, liderada por Zé Celso Martinez Corrêa, manteve o texto original, mas sugeriu uma visão completamente imersa na atualidade brasileira, repleta de críticas à classe política e às verdades absolutas que a sociedade brasileira julga ter.

 

No Parque Municipal, a atração principal foi Sandra de Sá. A cantora subiu ao palco com dez minutos de atraso, abrindo a apresentação com Demônio colorido! “Canta muito”, gritou um fã grudado à grade

O cantor e compositor Chico César foi a atração principal do palco montado da Rua Guaicurus, outro ponto de referência importante na geografia da Virada. O paraibano esquentou a madrugada fria na zona boemia de BH.

 

Com tantas atrações, o público começou a dar sinais de cansaço já no fim da madrugada. A praça Sete e o Sesc Palladium serviram de espaço para o descanso.

Com as energias do público recaregadas, a Virada Cultural continua nesta manhã coma atrações por toda a cidade. Confira aqui tudo o que está programado para este domingo.

Fonte: Uai.com.br