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Os três atos da narrativa do Galo para voltar do Chile com um bom empate

2 Min leitura
As maiores narrativas da literatura seguem o esquema de três atos. Começam com a introdução, expondo uma situação inicial; depois vem o desenvolvimento, com o problema e o clímax; e por fim, a conclusão, com a resolução da história e normalmente o final feliz. A história do Atlético-MG contra o Colo-Colo, em Santiago, não teve os roteiros dramáticos de 2013, quando o clube conquistou a América com tramas emocionantes, mas seguiu os passos de um drama, com o meia argentino Dátolo como protagonista principal enquanto esteve em cena.
Robinho, que tinha tudo para ser a estrela, acabou ficando de fora da peça devido a um problema médico. A saída do camisa 07 abriu espaço para Patric assumir a vaga no time titular. E a presença do lateral, que mais uma vez entrou como ponta esquerda, foi fundamental para o equilíbrio do jogo no primeiro tempo. Com muita pressão, o Atlético-MG não deu espaço para o Colo-Colo e dificultou bastante a saída de jogo do time chileno.
Na esquerda, Patric formou dupla com Douglas Santos, enquanto Luan e Marcos Rocha fecharam o lado direito. Sem saída pelo meio, que estava embolado, o Colo-Colo não produziu chances de perigo. Do outro lado, o Galo não fez o goleiro Villar trabalhar nenhuma vez. Faltava um toque a mais ou um chute de fora da área para o time acordar.
Sem gols, os técnicos precisariam mudar o roteiro para atingir o clímax do jogo na segunda etapa. No Atlético-MG, Diego Aguirre foi rápido e colocou Hyuri e Dátolo ainda no intervalo, nas vagas de Patric e Cazares, respectivamente. Camisa 10, o argentino assumiu o protagonismo e comandou o Galo nos seus melhores momentos do jogo.
Em 16 minutos, o meia chutou de fora da área, fez o jogo correr e obrigou Villar a fazer sua primeira defesa no jogo. Logo depois, cobrou falta que passou raspando no travessão esquerdo do goleiro chileno. Dátolo deu muita mobilidade e velocidade para o ataque, mas foi justamente em um lance assim, quando buscava o protagonismo, que o jogo virou. Um incômodo na coxa esquerda o tirou de ação e recolocou o Colo-Colo de volta na partida.
Se o Atlético-MG estava mais perto do gol, o clímax do futebol, a entrada de Júnior Urso, o terceiro volante, recuou o time e deixou os donos da casa mais perto da vitória. Inflamando a torcida, o Colo-Colo, por muito pouco, não marcou algumas vezes, deixando apreensivos os mais de 500 atleticanos presentes no Monumental David Arellano. Paredes perdeu cara a cara, Rodríguez bateu mal e Tonso, de frente para o gol, chutou para cima a vitória chilena.
O empate sem gols em Santiago manteve o Atlético-MG na liderança do Grupo 5 da Libertadores, com sete pontos, dois a mais que o Colo-Colo. Os dois times voltam a se encontrar na próxima quarta-feira, em Belo Horizonte.

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