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O esquema de corrupção na Petrobras, escancarado nos depoimentos do ex-diretor de Abastecimento e Refino da estatal, Paulo Roberto Costa, coloca a gestão do PT no centro de escândalo muito semelhante ao mensalão, mas com cifras ainda mais elevadas.
De acordo com reportagem publicada pela revista Veja desta semana, Costa, que fez acordo de delação premiada com a Justiça, envolveu parlamentares e governadores do PT e de partidos da base aliada como beneficiários de propinas arrecadadas nos contratos da estatal com empreiteiras, entre 2004 e 2012. O período abrange os governos de Luiz Inácio Lula da Silva e de Dilma Rousseff.
A exemplo do mensalão, quando o então tesoureiro do PT, Delúbio Soares, era o responsável pela articulação do esquema com o empresário Marcos Valério, os depoimentos de Costa listam entre os envolvidos, segundo a reportagem da revista Veja, o atual secretário de finanças do partido, João Vaccari Neto.
Embora o teor das revelações do ex-diretor da Petrobras não tenha sido divulgado, a revista sustenta que ele teria citado diversos parlamentares da base aliada do governo no Congresso. É o caso dos presidentes da Câmara, Henrique Alves, e do Senado, Renan Calheiros, ambos do PMDB, além dos senadores Romero Jucá (PMDB-RR) e Ciro Nogueira, presidente nacional do PT.
Entre os deputados estariam, João Pizzolatti (PP-SC) e Cândido Vaccarezza (PT-SP). O ministro das Minas e Energia, Edison Lobão (PMDB-MA)e o ex-ministro das Cidades Mário Negromonte (PP-BA), também teriam sido citados.
A revista lista, ainda, como beneficiários do esquema, os governadores do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB) e do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB), além do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB), morto em acidente aéreo no mês passado.
ESQUEMA
Segundo a reportagem da Veja, as empreiteiras que firmavam contratos com a estatal eram levadas a repassar parte de seus lucros ao esquema. O dinheiro era lavado por doleiros, como Alberto Youssef, preso na Operação Lava-Jato, e distribuído para os políticos e partidos da base aliada para manter o apoio ao governo e financiar atividades políticas ou pessoais.
Paulo Roberto Costa chegou à diretoria da Petrobras por indicação de José Janene (PP), também envolvido no mensalão, ainda no governo Lula, e saiu apenas após a prisão de Youssef.